A doença de Chagas tem gerado preocupação em Macapá, onde foram identificados pontos de contaminação em quatro bairros da Zona Sul da cidade. A Superintendência de Vigilância em Saúde (SVS) revelou que os bairros afetados são Jardim Marco Zero, Zerão, Universidade e Buritizal. A situação é alarmante, especialmente com o aumento de casos confirmados e mortes associadas à doença.
Nos primeiros meses de 2026, a SVS registrou 20 casos da doença de Chagas, com duas mortes confirmadas e uma terceira em investigação. Em março, por exemplo, foram oito novos casos. Este cenário é preocupante, considerando que em 2025, o estado havia registrado 89 casos e apenas uma morte.
Doença de Chagas e seus riscos
A gerente do Centro de Informações Estratégicas da SVS, Solange Costa, enfatizou a necessidade de atenção diante do aumento das mortes. “Essa incidência não é comum para este período e precisamos alertar a população para o risco”, afirmou. O crescimento no número de óbitos requer ações imediatas para conter a propagação da doença.
Para lidar com essa situação, a Vigilância em Saúde implementou um plano de contingência. Isso inclui a fiscalização de batedeiras, que são locais onde a contaminação pode ocorrer, além de medidas educativas e investigações epidemiológicas. Solange destacou que já houve interdição de estabelecimentos e que a SVS está colaborando com as vigilâncias municipais para garantir a segurança da população.
Transmissão da doença de Chagas
A doença de Chagas é endêmica na região amazônica e, atualmente, está principalmente associada ao consumo de alimentos contaminados. A transmissão ocorre via oral, especialmente através do açaí. A SVS recomenda que os consumidores adquiram o açaí em locais que garantam a segurança alimentar e que adotem práticas de higienização adequadas.
Solange também ressaltou a importância do processo de branqueamento do açaí, que envolve o aquecimento da polpa a cerca de 90 graus. Essa etapa é crucial para eliminar o protozoário causador da doença e assegurar que o alimento seja seguro para consumo.
Combate à desinformação
Além das medidas de saúde pública, a SVS enfrenta o desafio da desinformação. Informações falsas sobre listas de batedeiras interditadas têm circulado nas redes sociais, dificultando o trabalho de conscientização. Solange pediu que a população busque informações oficiais e confie em estabelecimentos que seguem rigorosamente os protocolos sanitários.
Tratamento da doença de Chagas
O tratamento para a doença de Chagas é disponibilizado exclusivamente na rede pública de saúde, utilizando o medicamento benzonidazol. Esse remédio está disponível em hospitais e unidades básicas de saúde. No Centro de Referência em Doenças Tropicais (CRDT), os pacientes recebem acompanhamento tanto na fase aguda quanto na fase crônica da doença.
Durante a fase aguda, os sintomas são mais evidentes, incluindo febre alta e dores intensas. Já na fase crônica, os sinais podem ser silenciosos, tornando necessário realizar exames regulares. O acompanhamento é essencial, pois a doença pode afetar o coração e o sistema digestivo ao longo dos anos.
Recomendações para a população
A SVS e o Ministério Público estão investigando os locais de contaminação após os casos de morte relacionados à doença de Chagas no Amapá. É crucial que a população esteja atenta aos sintomas e busque orientação médica ao perceber qualquer sinal da doença. Para mais informações sobre saúde pública, acesse Em Foco Hoje.
O alerta sobre a doença de Chagas é um chamado à ação para todos os cidadãos. A prevenção e a informação são as melhores ferramentas para combater essa enfermidade. Para entender mais sobre a doença e suas implicações, você pode visitar o site da Organização Mundial da Saúde.



