O que é a doença dos legionários, infecção que já matou duas pessoas em Nova York

Duas mortes e 72 infecções foram registradas em um surto de doença dos legionários em Nova York. Entenda mais sobre a infecção.

O que é a doença dos legionários, infecção que já matou duas pessoas e infectou mais de 70 em surto em Nova York

Esta imagem de microscopia eletrônica de 1978, disponibilizada pelos Centros de Controle e Prevenção de Doenças (CDC), exibe a bactéria Legionella pneumophila, responsável pela infecção pneumônica conhecida como doença dos legionários. Francis Chandler/CDC via AP, Arquivo. Duas pessoas faleceram e outras 72 foram contaminadas durante um surto de doença dos legionários no bairro do Upper East Side, em Manhattan, conforme informou neste sábado (19) o Departamento de Saúde de Nova York. Embora a infecção seja considerada relativamente rara, ela pode levar a um quadro grave de pneumonia e requer tratamento imediato, especialmente em indivíduos mais suscetíveis. As autoridades de saúde ainda estão investigando a origem da contaminação. De acordo com o órgão, o número de novos casos tem diminuído nos últimos dias, o que indica que a principal fonte de exposição à bactéria Legionella pode já ter sido eliminada. Este incidente ocorre menos de um ano após um grande surto na cidade. Em 2025, mais de 100 pessoas adoeceram e sete morreram no Harlem, também em Manhattan.

Bactéria se espalha pela água

A doença dos legionários é provocada pela bactéria Legionella, que é encontrada naturalmente em ambientes aquáticos. O problema surge quando ela encontra condições propícias para se multiplicar em sistemas artificiais de água, especialmente aqueles que contêm água morna e estagnada. Por isso, as investigações geralmente se concentram em torres de resfriamento de prédios, sistemas de ar-condicionado central, redes hidráulicas, reservatórios, spas e fontes decorativas. A infecção ocorre quando uma pessoa inala pequenas gotículas de água contaminada que permanecem suspensas no ar. Ao contrário de outras pneumonias, a doença não se propaga de uma pessoa para outra nem por meio do consumo de água. No surto atual, equipes do Departamento de Saúde estão coletando amostras em torres de resfriamento da área afetada. Os proprietários dos prédios onde a bactéria foi detectada foram instruídos a esvaziar, limpar e desinfetar os equipamentos para evitar novas contaminações.

Infecção pode evoluir para quadro grave

Após serem inaladas, as bactérias alcançam os pulmões e causam uma infecção conhecida como doença dos legionários, que é considerada a forma mais severa da legionelose. Os sintomas normalmente surgem entre dois e dez dias após a exposição e incluem: febre alta; tosse; dificuldade para respirar; dores musculares; dor de cabeça; cansaço extremo. Alguns pacientes também podem apresentar diarreia, náuseas, confusão mental e alterações no estado de consciência. O tratamento é realizado com antibióticos e tende a ser mais eficaz quando iniciado precocemente. Segundo os Centros de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) dos Estados Unidos, cerca de 10% das pessoas diagnosticadas com a doença falecem devido a complicações. Embora qualquer indivíduo possa desenvolver a infecção, o risco de formas graves é maior entre idosos, fumantes, pessoas com doenças pulmonares crônicas, diabetes, insuficiência renal, câncer ou condições que comprometem o sistema imunológico, como pacientes transplantados. Já pessoas jovens e saudáveis costumam ter menor risco de complicações.

Forma de prevenção

Como a bactéria se multiplica em equipamentos que utilizam água, a principal estratégia para prevenir surtos é a manutenção regular desses sistemas. Torres de resfriamento de grandes edifícios, por exemplo, precisam passar por limpeza, desinfecção e monitoramento constantes para evitar a proliferação da Legionella. Quando um surto é identificado, as autoridades sanitárias costumam inspecionar esses equipamentos e determinar a descontaminação das estruturas onde a bactéria é encontrada. Em Nova York, a investigação segue para identificar exatamente onde ocorreu a exposição. Enquanto isso, a redução no número de novos casos sugere que as medidas adotadas podem ter interrompido a circulação da bactéria na área afetada. Para mais notícias acesse… Confira também outros conteúdos em…

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Em Foco Hoje Redação
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