O Dólar em queda no início da sessão desta segunda-feira (6) reflete a expectativa de um possível cessar-fogo entre Irã e Estados Unidos. A moeda americana apresentou um recuo de 0,21%, sendo negociada a R$ 5,1489. O principal índice da bolsa brasileira, o Ibovespa, abre às 10h, e o clima nos mercados está novamente centrado nas questões geopolíticas.
Recentemente, uma proposta para encerrar as hostilidades entre Irã e EUA circulou durante a noite, trazendo esperança de uma resolução pacífica. Segundo informações, o Paquistão elaborou um plano que prevê uma abordagem em duas etapas: um cessar-fogo imediato seguido de um acordo mais abrangente para finalizar o conflito.
Dólar em queda e o cenário geopolítico
A proposta de cessar-fogo entre Irã e EUA poderia entrar em vigor já nesta segunda-feira, de acordo com agências internacionais. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, deve realizar uma coletiva às 14h (horário de Brasília) para discutir a situação. Este anúncio ocorre após novas ameaças de ataques à infraestrutura energética do Irã, caso o Estreito de Ormuz continue fechado.
As incertezas em torno do conflito e o fluxo de petróleo têm gerado volatilidade nos preços da commodity. Antes das 9h, o preço do petróleo Brent recuava 0,6%, cotado a US$ 108,39 por barril, enquanto o WTI apresentava uma queda de 1,2%, a US$ 110,21.
Impactos no Brasil e no mercado
No Brasil, o boletim Focus do Banco Central revelou uma nova alta na projeção de inflação, com a mediana para o IPCA de 2026 subindo para 4,36%. Esta é a quarta alta consecutiva nas estimativas de economistas consultados. O Dólar em queda também impacta o cenário econômico, com o acumulado da semana mostrando uma redução de 1,56% e do mês de 0,37%.
- Acumulado do ano: -6,00%
- Ibovespa acumulado da semana: +3,58%
- Ibovespa acumulado do mês: +0,31%
- Ibovespa acumulado do ano: +16,71%
A guerra no Oriente Médio continua a ser um fator de preocupação. O plano de cessar-fogo, que pode ser chamado de “Acordo de Islamabad”, sugere que as negociações ocorram no Paquistão, com contatos diretos entre autoridades de ambos os lados. Teerã, no entanto, já indicou que não reabrirá o estreito apenas por um cessar-fogo temporário.
Consequências da guerra no petróleo
A escalada das tensões no Oriente Médio está pressionando os preços do petróleo. O aumento nos custos do combustível já afeta o querosene de aviação, um dos principais gastos do setor aéreo. Para mitigar os impactos nas passagens, o governo brasileiro está considerando a possibilidade de zerar os impostos federais sobre o combustível.
Além disso, o Ministério de Portos e Aeroportos está propondo a criação de linhas de crédito de até R$ 400 milhões para as companhias aéreas e o adiamento de tarifas de navegação aérea. A Petrobras já elevou o preço do diesel em mais de 50%, refletindo as flutuações no mercado internacional.
Expectativas do mercado financeiro
Os analistas do mercado financeiro continuam a monitorar as projeções econômicas. Apesar do aumento na expectativa de inflação, a previsão para a taxa Selic é de queda, com a expectativa de que ela chegue a 12,5% ao final de 2026. O crescimento do PIB permanece estável em 1,85% para este ano, enquanto o câmbio não apresenta grandes mudanças, com o Dólar estimado em R$ 5,40 ao final de 2026.
Nos mercados globais, as bolsas americanas abriram a semana com cautela, mas com leve otimismo. As bolsas asiáticas também mostraram um desempenho misto, com investidores atentos às tensões entre EUA e Irã, mas com uma maior esperança em relação ao possível acordo de paz.
O Dólar em queda, portanto, é um reflexo das expectativas de um desfecho pacífico para o conflito, mas a situação continua a ser volátil e sujeita a mudanças rápidas.
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