Dólar e guerra no Irã impactam mercado financeiro

O dólar e guerra no Irã estão em foco, com a moeda americana reagindo a eventos internacionais e dados de emprego.

O dólar e guerra no Irã estão no centro das atenções do mercado financeiro. Nesta terça-feira, a moeda americana começou a negociação em queda, recuando 0,36%, cotada a R$ 5,2290. O principal índice da bolsa brasileira, o Ibovespa, abrirá às 10h, enquanto os investidores aguardam os desdobramentos do cenário internacional e dados de emprego.

Dólar e guerra no Irã: Impactos no mercado

Na véspera, o dólar fechou em alta de 0,12%, com a cotação em R$ 5,2477. O Ibovespa, por sua vez, registrou uma alta de 0,53%, alcançando 182.514 pontos. O cenário global é marcado por tensões no Oriente Médio, especialmente após o ataque do Irã a um petroleiro próximo a Dubai, mesmo diante das declarações do presidente dos EUA, Donald Trump, sobre a possibilidade de encerrar a guerra no Irã.

A situação no Estreito de Ormuz, uma passagem estratégica para o transporte de petróleo, continua a gerar preocupação. A alta dos preços do petróleo foi notada, com o barril do Brent subindo 2,8%, alcançando US$ 116, enquanto o West Texas Intermediate (WTI) avançava 1,4%, cotado a US$ 104,34.

Dados de emprego nos EUA e Brasil

Os investidores também estão atentos ao relatório JOLTS, que divulga o número de vagas de trabalho abertas nos Estados Unidos. A expectativa é que o documento revele cerca de 6,9 milhões de postos disponíveis. No Brasil, os dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (CAGED) são esperados, com a previsão de que aproximadamente 270 mil novas vagas formais de trabalho tenham sido criadas.

  • Acumulado da semana: Dólar +0,12%
  • Acumulado do mês: Dólar +2,21%
  • Acumulado do ano: Dólar -4,39%

Perspectivas para o petróleo e inflação

A alta do petróleo tem gerado receios sobre a inflação global. A guerra no Oriente Médio pode resultar em um aumento persistente nos preços da energia, pressionando a inflação e desacelerando a economia em várias regiões. O presidente Trump reiterou sua posição nas redes sociais, afirmando que o Irã deve reabrir o Estreito de Ormuz ou enfrentar consequências severas.

O Paquistão se ofereceu para ser um mediador nas negociações para resolver o conflito, enquanto o Irã intensifica sua presença militar na área, acusando os EUA de preparar uma possível ofensiva terrestre.

Expectativas do mercado financeiro

Os analistas têm ajustado suas previsões para a inflação no Brasil, elevando a estimativa para 2026 em meio ao aumento dos preços do petróleo. O boletim Focus, que compila as expectativas de instituições financeiras, aponta que a inflação medida pelo IPCA deve encerrar o ano em 4,31%, um aumento em relação à previsão anterior de 4,17%. A taxa Selic permanece em 12,5% ao ano até o final de 2026.

O crescimento do PIB foi ajustado levemente, passando de 1,84% para 1,85% em 2026, enquanto a previsão para 2027 continua em 1,8%. A estimativa para o dólar permanece em R$ 5,40 até o final de 2026.

Movimentações nos mercados globais

Os mercados globais estão atentos aos desdobramentos do conflito no Oriente Médio e seus possíveis impactos na economia. Apesar das incertezas, os índices de Wall Street apresentaram ganhos, com o Dow Jones subindo 0,48%, enquanto o S&P 500 e o Nasdaq também registraram altas. Na Europa, as bolsas fecharam em alta, recuperando-se das perdas da semana anterior.

Na Ásia, o cenário foi misto, com o índice de Xangai subindo 0,2%, enquanto o CSI300 caiu 0,2%. O Hang Seng de Hong Kong teve uma queda de 0,8%, e o Nikkei de Tóquio registrou uma queda de 2,8%. A preocupação com o acesso ao Estreito de Ormuz continua a ser um fator decisivo para os mercados asiáticos, uma vez que a região depende desse caminho para a importação de energia.

Para mais informações sobre o mercado financeiro, acesse Em Foco Hoje. Para entender melhor a situação do petróleo e suas implicações, você pode consultar o U.S. Energy Information Administration.

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Em Foco Hoje Redação
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