O caso do prefeito Edvaldo Neto afastado tem gerado grande repercussão na cidade de Cabedelo. Após sua saída do cargo, o político fez uma declaração em vídeo, onde se defendeu das acusações que surgiram após uma operação da Polícia Federal. Ele afirma que não cometeu nenhum ato ilegal durante seu tempo à frente da prefeitura.
No vídeo, Edvaldo Neto, que pertence ao partido Avante, declarou que sua consciência está tranquila e que se colocou à disposição das autoridades para colaborar com as investigações. Ele enfatizou que, tanto em sua função como prefeito quanto em seu papel anterior como presidente da Câmara Municipal, não houve qualquer irregularidade de sua parte.
Edvaldo Neto afastado e as investigações da PF
A operação da Polícia Federal investiga um suposto esquema que teria desviado aproximadamente R$ 270 milhões. Segundo as informações, o esquema envolvia a contratação de empresas terceirizadas que, supostamente, colocavam pessoas ligadas a uma facção criminosa dentro da administração pública.
Edvaldo Neto destacou que, desde que assumiu a prefeitura interina, trabalhou em conjunto com instituições de segurança para combater organizações criminosas. Ele mencionou um Projeto de Lei que enviou à Câmara Municipal logo após sua eleição, com o objetivo de fortalecer o combate à facção criminosa.
Esquema de desvio de recursos
O esquema investigado pela Justiça da Paraíba envolve a contratação de serviços terceirizados, que, segundo as investigações, eram manipulados para favorecer determinadas empresas. A Prefeitura de Cabedelo teria realizado contratações fraudulentas, desclassificando concorrentes que apresentavam propostas melhores.
As empresas contratadas, como a Lemon, eram utilizadas para empregar pessoas indicadas por uma facção criminosa, conhecida como “Tropa do Amigão”, que é um braço do Comando Vermelho na região. Isso resultou na criação de uma “folha de pagamento paralela”, onde recursos públicos eram desviados para financiar atividades criminosas.
Defesa de Edvaldo Neto e reações
A defesa de Edvaldo Neto se manifestou, afirmando que as acusações de envolvimento com facções criminosas são infundadas e incompatíveis com sua trajetória política. Eles ressaltaram que o afastamento é uma medida provisória e não implica em culpa definitiva.
Além disso, outros envolvidos na operação também se pronunciaram. O ex-prefeito Vitor Hugo negou conhecer pessoas citadas nas investigações e se disse vítima de uma perseguição política. O secretário da Prefeitura de João Pessoa, Rougger Guerra, também se distanciou das acusações, afirmando não ter qualquer relação com os fatos apurados.
Consequências da operação
A operação resultou em 21 mandados de busca e apreensão, incluindo um dos endereços do prefeito afastado. A Polícia Federal, em colaboração com o Ministério Público da Paraíba e a Controladoria-Geral da União, está conduzindo as investigações com rigor.
As autoridades têm se mostrado firmes na luta contra a corrupção e o crime organizado, e a situação de Edvaldo Neto afastado é um exemplo das complexidades que envolvem a administração pública e a necessidade de transparência.
Para mais informações sobre o combate ao crime organizado, você pode acessar o site do Ministério da Justiça. Para acompanhar mais detalhes sobre a situação em Cabedelo, visite Em Foco Hoje.



