Estudante chamada de macaca em uma escola municipal na Zona Leste de São Paulo foi alvo de uma ofensa racial. O incidente ocorreu quando uma aluna de 11 anos foi chamada de “macaca” por um colega. Em um ato de defesa, sua irmã mais velha decidiu confrontar o agressor, mas acabou sofrendo um soco no rosto.
O episódio aconteceu no dia 11 de um mês recente na Escola Municipal Forte dos Reis Magos, localizada em São Mateus. Após a agressão, cartazes foram afixados nos portões da escola como um protesto contra o racismo. As mensagens foram elaboradas pelas irmãs e por colegas que também relataram ter enfrentado agressões e ameaças dentro da instituição.
Estudante chamada de macaca e a resposta da escola
A direção da escola tomou medidas imediatas após o incidente. As vítimas e seus pais foram encaminhados para a sala de assistência da direção, enquanto o aluno que agrediu e seus responsáveis foram isolados em outra sala. A situação se intensificou quando a mãe do menino começou a bater no vidro das salas onde estavam as vítimas, fazendo ameaças, incluindo ameaças de morte. A mulher acabou desmaiando e necessitou de atendimento médico pelo Samu.
Registro da ocorrência e consequências legais
A ocorrência foi registrada na Delegacia do Parque São Rafael, sendo classificada como lesão corporal, preconceito de raça ou de cor e ameaça. Como o aluno agressor tem apenas 11 anos, ele não pode ser responsabilizado criminalmente. No entanto, o advogado das vítimas informou que os pais do estudante podem enfrentar consequências legais.
O pai das meninas expressou seu descontentamento com a situação, afirmando que ficou profundamente triste. Ele ressaltou que uma criança não nasce racista, mas sim se torna um reflexo do que aprende em casa.
Educação antirracista nas escolas
Desde 2003, existe uma legislação federal que determina que as escolas em todo o Brasil devem incluir o ensino da história e cultura afro-brasileira em seus currículos. Em São Paulo, a Secretaria Municipal da Educação implementou, em um mês recente, um protocolo voltado para a prevenção e combate ao racismo nas instituições de ensino. Entre as ações previstas estão o acolhimento das vítimas, familiares e testemunhas em um ambiente reservado, garantindo privacidade e respeito.
Posicionamento da prefeitura
A Secretaria Municipal de Educação comunicou que o estudante agressor foi transferido para uma escola estadual a pedido de sua família. A prefeitura reafirmou seu compromisso com a política de educação antirracista em toda a rede de ensino. A equipe de reportagem tentou entrar em contato com a família do aluno envolvido, mas não obteve resposta até o fechamento desta matéria.
Denúncias de racismo
Casos de racismo podem ser denunciados pelo Disque Direitos Humanos, através do número 100, ou em delegacias especializadas em crimes raciais. É fundamental que a sociedade se una para combater qualquer forma de discriminação e promover um ambiente escolar seguro e respeitoso para todos.
O incidente da estudante chamada de macaca é um lembrete da importância de se discutir e agir contra o racismo nas escolas. A educação é uma ferramenta poderosa para moldar a sociedade e combater preconceitos.



