Explosão de ‘pacote-bomba’ deixa oligarca ucraniano e mais dois feridos em Mônaco
Os serviços de emergência de Mônaco foram acionados após uma explosão em um edifício residencial no principado, próximo à fronteira com a França, ocorrida em 29 de junho de 2026. O oligarca ucraniano Vadim Irmolaiev e mais duas pessoas sofreram ferimentos na noite desta segunda-feira (29) devido à detonação de um “pacote-bomba”, sendo este o primeiro incidente desse tipo registrado na região, segundo informações das autoridades.
A explosão aconteceu por volta das 21h (16h no horário de Brasília) em um prédio próximo à Place des Moulins. O governo monegasco inicialmente informou que duas pessoas, um casal na faixa etária de 50 a 60 anos, estavam em estado grave, além de um adolescente de 13 anos também ferido, sem divulgar os nomes das vítimas. “Pouco antes das 21h00, uma explosão violenta relacionada a um pacote-bomba foi ouvida no Principado”, relataram as autoridades em uma publicação na rede social X.
Uma fonte próxima ao caso confirmou à AFP que o homem ferido é Vadim Irmolaiev, um oligarca que reside em Mônaco. Desde dezembro de 2023, ele está sob sanções devido a uma decisão do Conselho Nacional de Segurança da Ucrânia, aprovada pelo presidente Volodymyr Zelensky. A medida foi tomada em razão da escolha do bilionário de manter suas atividades comerciais de álcool na península da Crimeia, que está sob ocupação russa.
Ainda não houve confirmação oficial sobre a identidade das vítimas por parte das autoridades de Mônaco, que, segundo o ministro de Estado (chefe de governo) Christophe Mirmand, aguardavam uma coletiva de imprensa do procurador-geral Stéphane Thibault nesta terça-feira. Thibault informou à AFP que o artefato explosivo estava em uma bolsa ou pacote deixado por um indivíduo no saguão do prédio antes de se afastar do local. O jornal francês Le Figaro mencionou que as imagens das câmeras de segurança mostraram um homem deixando uma mochila na entrada do edifício pouco antes da explosão.
“É a primeira vez, que eu saiba, que um ato desse tipo ocorre no Principado”, declarou Mirmand. O príncipe Albert II de Mônaco, ao condenar o que chamou de “crime atroz”, afirmou em comunicado que se trata de “um golpe para toda a comunidade monegasca” e reiterou que a “segurança” do microestado europeu sempre foi e continuará a ser uma prioridade, independentemente das ameaças. As autoridades aumentaram as medidas de segurança no principado, que já é bastante protegido, conforme anunciado pelo ministro Mirmand em uma breve aparição à imprensa na segunda-feira.
As três vítimas foram transferidas para a cidade francesa de Nice, localizada a cerca de 20 km de Mônaco. A polícia está em busca do suspeito.
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