Acusado de matar vizinha e enviar imagens para ex-companheira é condenado a mais de 60 anos de prisão em MT
Valdinei Pedroso de Almecê foi sentenciado pelo Tribunal do Júri a 60 anos e oito meses de reclusão, além de 10 meses de detenção e 20 dias-multa pelos crimes de feminicídio qualificado, estupro e ocultação de cadáver de Maria Selma Rocha dos Anjos, assassinada em junho de 2025, em Rondonópolis, a 218 km de Cuiabá. A decisão foi anunciada na terça-feira (7). Além dos delitos cometidos contra Maria Selma, que era sua vizinha, Valdinei também foi punido por ameaçar a ex-companheira, Grazyelle Pereira da Silva, para quem enviou imagens da vítima após o crime. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 MT no WhatsApp Agora no g1
O Conselho de Sentença reconheceu a autoria e a materialidade dos delitos e aceitou as qualificadoras de motivo fútil, emprego de tortura e uso de recurso que dificultou a defesa da vítima. Na sentença, o juiz Leonardo de Araujo Costa Tumiati enfatizou a brutalidade do ato, os antecedentes criminais do réu, seu histórico de violência doméstica e o fato de ter filmado e compartilhado imagens da vítima após o homicídio. O magistrado determinou que a pena seja cumprida inicialmente em regime fechado e negou ao réu o direito de recorrer em liberdade. Valdinei segue detido na Penitenciária Major PM Eldo Sá Corrêa, conhecida como Mata Grande.
O corpo de Maria Selma Rocha dos Anjos, de 51 anos, foi encontrado enterrado no quintal de uma residência em Rondonópolis (MT). De acordo com a acusação do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), o crime ocorreu em uma casa localizada no bairro Jardim Residencial Mathias Neves, em Rondonópolis. Segundo a investigação, Valdinei atraiu a vizinha até o local motivado por vingança, após ela supostamente ter feito comentários negativos sobre ele para uma ex-companheira. Além disso, a denúncia revela que Maria Selma foi amordaçada, agredida e sujeita à violência sexual antes de ser assassinada em um contexto de violência doméstica e familiar.
Após cometer o feminicídio, o réu enterrou o corpo da vítima sob uma caixa d’água, cobrindo-o com lona e entulhos. O Ministério Público também indicou que ele usou um produto químico sobre o cadáver para tentar disfarçar o odor e dificultar a descoberta do corpo. As investigações ainda mostraram que Valdinei filmou o crime e enviou o vídeo, utilizando a função de visualização única do WhatsApp, para a ex-companheira. Ao reconhecer o local mostrado nas imagens, ela acionou a Polícia Militar. Com o apoio da Polícia Civil, os agentes conseguiram localizar o corpo da vítima e prenderam o suspeito em flagrante.
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