A situação de Gkay, influenciadora digital, se complicou com a condenação a pagar R$ 350 mil por dívidas referentes a uma mansão alugada. Além disso, ela enfrenta uma ação do Banco do Brasil, que a cobra por uma dívida de R$ 1,8 milhão.
Gkay dívida mansão e ações judiciais
Atualmente, Gkay está lidando com um processo judicial movido pelos proprietários da mansão que alugou em 2021, localizada no bairro Granja Julieta, na zona sul de São Paulo. Após a decisão do Tribunal de Justiça de São Paulo, que confirmou a condenação em segunda instância, os locadores iniciaram o cumprimento provisório da sentença. Eles exigem que a influenciadora pague R$ 348.071,58, sob pena de penhora de bens.
O advogado de Gkay, Fabricio Raner, informou que ainda há um recurso pendente de análise. Ele enfatizou que, até que a situação seja resolvida, não há comentários adicionais a serem feitos. O processo judicial ainda está em andamento e não há um desfecho definitivo.
Entenda o caso da mansão alugada
Em 2021, Gkay alugou uma mansão na Granja Julieta por R$ 46 mil mensais. O contrato estipulava que o imóvel seria utilizado apenas para fins residenciais. No entanto, segundo os proprietários, a influenciadora transformou a casa em um set de gravações logo após receber as chaves em fevereiro de 2021.
Vídeos postados no YouTube, como “Me Mudei Para Uma Mansão” e “Tour Pela Piscina da Minha Mansão”, atraíram milhões de visualizações. A propriedade ganhou um perfil no Instagram, chamado Pensão da Tia Gica, que conta com 125 mil seguidores. Nesse perfil, Gkay teria promovido parcerias e patrocínios, utilizando o imóvel de terceiros para fins comerciais.
Problemas na devolução do imóvel
Sete meses após a locação, Gkay notificou os proprietários de sua intenção de deixar o imóvel com apenas 30 dias de antecedência, quando o contrato exigia um aviso prévio de 60 dias. Na vistoria de devolução, os locadores relataram que a casa estava em condições precárias, com danos significativos.
- Pintura interna e externa não realizada;
- Obras de arte danificadas, incluindo uma peça mofada;
- Móveis avariados;
- Um depósito lacrado, acessado sem autorização, resultando em multa de R$ 50 mil.
Os proprietários, então, ajuizaram uma ação de reparação de danos materiais e morais, solicitando R$ 528 mil. Em outubro de 2024, a Justiça decidiu parcialmente a favor dos locadores, condenando Gkay a pagar um mês de aluguel em aberto, multa por rescisão antecipada, danos materiais e honorários.
Desdobramentos da condenação
A Justiça não acolheu o pedido de multa adicional pela utilização comercial do imóvel, considerando que isso configuraria uma punição dupla. O pedido de danos morais também foi negado. Gkay recorreu da decisão, mas o Tribunal de Justiça manteve a condenação, apenas afastando um item de menor valor.
Atualmente, com o processo em fase de cumprimento provisório, os proprietários exigem o pagamento de R$ 348 mil, valor atualizado da condenação. A situação é preocupante, pois há risco de penhora de bens, assim como no caso da ação do Banco do Brasil, que cobra R$ 1.831.122,88.
Reação da defesa de Gkay
O advogado de Gkay se manifestou sobre a situação, afirmando que não há informações oficiais sobre a ação do Banco do Brasil. Ele ressaltou que, caso exista uma demanda judicial, a influenciadora se manifestará no momento apropriado, após ter conhecimento dos termos da ação.
Enquanto isso, Gkay continua a enfrentar desafios legais significativos, com a possibilidade de penhoras e bloqueios de contas bancárias. A situação destaca a complexidade das relações contratuais e as consequências de não cumpri-las. Para mais informações sobre questões jurídicas, você pode visitar JusBrasil.
Além disso, para acompanhar as atualizações sobre o caso de Gkay, você pode acessar Em Foco Hoje.


