O golpe evento luxo que chamou a atenção da polícia envolve um grupo de estelionatários que planejava realizar uma festa fictícia, utilizando o nome de uma renomada grife europeia. A trama foi desvendada pela Polícia Civil, que identificou a líder do esquema como Mayara Cristina Constantino Machado, de 33 anos.
Mayara, que se apresenta nas redes sociais como consultora de imagem, criou uma identidade fictícia para dar credibilidade ao evento. Ela inventou uma empresária portuguesa chamada Fran de Pierre, que supostamente residia em Paris e trabalhava para a marca francesa. Essa estratégia foi utilizada para enganar as vítimas e convencê-las da veracidade do evento.
Golpe evento luxo e suas consequências
O evento, que estava programado para ocorrer no Centro de Cultura, Esporte e Lazer (CEL) da OAB-GO, em Aparecida de Goiânia, não passava de uma farsa. A delegada responsável pela investigação, Lara Soares, afirmou que não havia qualquer tipo de festa ou contratação real. As vítimas, acreditando na farsa, acabaram perdendo cerca de R$ 4 milhões.
Para dar ainda mais credibilidade ao golpe evento luxo, Mayara criou e-mails em nome da personagem fictícia. Esses e-mails eram enviados para si mesma, com mensagens em português e francês, que depois eram repassadas para os fornecedores envolvidos no esquema. A polícia identificou que o grupo operava em duas frentes: na organização do evento falso e na venda de supostas bolsas da grife, que serviam como convite para a festa.
Identificação dos envolvidos no golpe
Três pessoas foram presas pelo Grupo Especializado em Repressão ao Estelionato e outras Fraudes (GREF) da Delegacia Estadual de Investigações Criminais (DEIC). Além de Mayara, seu marido e sua cunhada também estavam envolvidos no esquema. A prisão foi efetuada quando os suspeitos deixavam suas residências em Goiânia, e a polícia destacou que havia um risco real de fuga.
Mayara, que é natural do Pará, reside em Goiânia há três anos. O marido, que supostamente recebia o dinheiro do golpe, era servidor público federal e pediu exoneração do cargo. As investigações ainda estão em andamento para determinar o nível de envolvimento dele no esquema.
Como o golpe evento luxo foi estruturado
Mayara usava seu perfil no Instagram para atrair as vítimas, oferecendo as bolsas de grife como forma de convite para o evento. A expectativa era que a festa custasse cerca de R$ 12 milhões e contasse com a presença de artistas sertanejos famosos. O perfil de Mayara, que possui mais de 7 mil seguidores, descreve sua atuação como uma consultora que busca ensinar a se vestir de forma autêntica.
Até o momento, a polícia identificou seis vítimas em Goiás relacionadas ao evento fictício e uma vítima que comprou uma bolsa para ter acesso à festa. Essa última pessoa forneceu uma lista de possíveis vítimas, que inclui pessoas do Pará, estado natal de Mayara.
Repercussões e medidas a serem tomadas
A Caixa de Assistência dos Advogados de Goiás (Casag/OAB) lamentou o ocorrido e se solidarizou com as vítimas. O contrato de locação do espaço para o evento estava firmado, mas a Casag não divulgou valores por questões de confidencialidade. As investigações continuam, e a polícia está avaliando se há outros crimes associados ao golpe evento luxo, como associação criminosa e violação de direitos autorais.
O caso destaca a importância de estar atento a fraudes, especialmente em eventos que envolvem grandes quantias. É fundamental que as pessoas verifiquem a autenticidade de eventos e as credenciais de organizadores antes de realizar qualquer tipo de investimento.
Para mais informações sobre como evitar golpes, você pode acessar o site da Secretaria Nacional de Segurança Pública. Além disso, fique por dentro das novidades em Em Foco Hoje.



