A questão das invasões a prédios abandonados tem se tornado um tema recorrente em Fortaleza. Recentemente, um invasor de prédio foi capturado em vídeo durante uma transmissão ao vivo, evidenciando a vulnerabilidade das estruturas desocupadas e a sensação de impunidade que permeia a situação.
A equipe de jornalismo da TV Verdes Mares estava realizando uma reportagem sobre as frequentes invasões e furtos no edifício Saint Patricks II, que está interditado desde 2013 devido ao risco de desabamento. Durante a cobertura, o repórter Arnaldo Araújo e o cinegrafista Benjamin Lopes registraram um homem pulando o portão do prédio, carregando uma sacola com objetos furtados.
Invasor de prédio flagrado ao vivo
O incidente ocorreu no bairro Cocó, em Fortaleza, e foi exibido durante o CETV 1ª Edição. O homem, mesmo ciente da presença das câmeras, não hesitou em deixar o local. Ele caminhou tranquilamente pela rua Andrade Furtado, demonstrando a falta de temor diante da situação de insegurança.
O edifício, que possui 13 andares e abriga 20 apartamentos, foi desocupado após a Defesa Civil identificar riscos estruturais. Desde a interdição, o local se tornou alvo constante de invasões, com criminosos levando materiais como ferros, fios e grades.
Impacto na comunidade local
A vizinhança ao redor do Saint Patricks II expressa preocupação com a segurança. As invasões têm gerado um clima de medo, especialmente após relatos de incêndios no local, supostamente provocados por invasores. O síndico profissional Ednilson Andrade, que atua em um condomínio nas proximidades, relatou que, na última semana, houve uma briga entre dois invasores que resultou em esfaqueamento.
“É um prédio que está se deteriorando mês a mês, ano a ano. Já são 12 anos que o prédio foi evacuado e, estruturalmente, o prédio está caindo”, afirmou Ednilson. Ele também destacou que os criminosos quebram cercas elétricas e portões, aumentando os riscos para a comunidade.
Medidas de segurança ineficazes
Após a interdição, foram tomadas algumas medidas para evitar as invasões. Os acessos ao imóvel foram fechados e o estacionamento subterrâneo foi interditado com concreto. Além disso, cercas de arame farpado foram instaladas nas grades externas. No entanto, essas ações não têm sido suficientes para impedir a entrada de suspeitos.
As autoridades locais, em resposta às preocupações da comunidade, informaram que a Polícia Militar realiza patrulhas regulares na área. Contudo, ressaltaram que imóveis desocupados exigem atenção redobrada, sendo fundamental que os responsáveis adotem medidas de segurança patrimonial.
Desdobramentos legais e futuros
Em 2019, a Justiça autorizou a demolição do edifício, mas a oposição de dois condôminos atrasou o processo. Atualmente, não há previsão para a demolição do prédio, pois a Prefeitura de Fortaleza exige a unanimidade dos moradores ou uma decisão judicial para liberar a ação.
Essa situação ressalta a complexidade das questões envolvendo imóveis abandonados e a necessidade de soluções eficazes para garantir a segurança da população. A comunidade continua a clamar por medidas que possam resolver a insegurança e a deterioração do prédio.
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