Jogadoras do Brasil levam camisa de Júlia Kudiess à fase final da VNL: “Para a Ju se sentir presente”
Kisy, amiga íntima da central, foi a responsável por planejar e concretizar a homenagem durante a vitória sobre o Japão, nas quartas de final.
Após a vitória do Brasil contra o Japão, uma cena se destacou. Durante a celebração em quadra, nesta quarta-feira (22), as jogadoras da seleção brasileira mostraram a camisa de Júlia Kudiess. Essa foi uma homenagem à central de 23 anos, que se destacou como a maior bloqueadora da VNL, com 42 tocos, mas que se lesionou e não participará das finais do torneio, que acontecem em Macau, na China.
Jogadoras da seleção feminina de vôlei exibem camisa de Júlia Kudiess na VNL
Kisy, oposta da equipe brasileira e amiga próxima de Júlia, foi quem teve a ideia de fazer a homenagem. – Falar da Júlia, para mim, é sempre um privilégio. Ela é minha irmã. Temos uma sinergia muito grande. Como sei que ela queria estar aqui, decidi que ia levar a camisa dela para todos os jogos. Queria que a Ju se sentisse presente, que fizesse parte de tudo. Sei que vai voltar muito mais forte, e estamos esperando ansiosamente por isso – comentou Kisy, em contato com o ge.
A lesão de Júlia Kudiess aconteceu no último jogo da fase classificatória da Liga das Nações, contra os Estados Unidos. Ao cair após uma tentativa de bloqueio, a central sofreu uma lesão no ligamento cruzado anterior (LCA) do joelho esquerdo. O tempo de recuperação é estimado em oito meses, e a atleta já havia enfrentado uma situação similar anos atrás, quando perdeu as Olimpíadas de Paris devido a um problema no LCA do joelho direito.
Depois da partida contra os EUA, pela VNL, Júlia voltou ao Brasil e passou por cirurgia. O técnico da seleção brasileira, José Roberto Guimarães, convocou uma substituta, Larissa Besen, que se uniu ao grupo para as finais em Macau. No confronto contra o Japão, Lorena ocupou a vaga de titular ao lado de Diana, mas foi substituída por Luzia durante a partida. Além de Júlia Kudiess, o Brasil também não conta com Gabi e Tainara, que estão lesionadas. A líbero Nyeme, que se tornou mãe há pouco mais de um ano, não viajou com a seleção para ficar com sua filha, Antonella.
– Perdemos algumas peças muito importantes e jogamos por essas meninas. Elas queriam muito estar aqui (nas finais da Liga das Nações). A cada dia, temos aprendido a ajudar mais umas às outras. As jogadoras que entram têm se saído muito bem e até aumentado o nível em quadra – disse Ana Cristina, maior pontuadora do Brasil na VNL, após a vitória sobre o Japão.
Sem Júlia Kudiess, mas com um forte sentimento de união entre o elenco, o Brasil voltará à quadra no próximo sábado (25), em horário a ser definido. A equipe enfrentará a Itália, atual bicampeã da Liga das Nações. A seleção europeia também conquistou o ouro nas Olimpíadas de Paris, em 2024, e no Mundial do ano passado.
Brasil e Itália se enfrentaram na fase classificatória da VNL, e a equipe verde-amarela saiu vitoriosa, ganhando por 3 sets a 2. Naquela ocasião, as italianas estavam com um time alternativo e viram sua invencibilidade de 39 jogos ser quebrada.
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