Makar e Meássë Valar são personagens fascinantes que foram excluídos do universo de J. R. R. Tolkien. Esses seres, mencionados em rascunhos anteriores, representam um aspecto menos conhecido da mitologia de ‘O Senhor dos Anéis’. A presença deles traz à tona questões sobre a natureza da guerra e do poder, temas que permeiam a obra de Tolkien.
Makar e Meássë Valar na Mitologia de Tolkien
Na vasta narrativa de Tolkien, os Valar são descritos como entidades divinas que moldam o mundo. Makar e Meássë, um irmão e uma irmã, eram conhecidos por suas características bélicas. Embora não fossem malignos como Morgoth, sua natureza era marcada pela violência e pela busca incessante por conflitos.
Esses Valar eram mencionados em rascunhos de ‘The Silmarillion’, onde Tolkien os apresentou como figuras que se destacavam pela força física e pela rapidez em se irritar. Makar, cujo nome significa “Deus da Batalha”, e Meássë, descrita como uma “Amazon com braços ensanguentados”, representam uma dualidade no conceito de guerra.
O Papel de Makar e Meássë Valar
Makar e Meássë Valar eram únicos entre os Valar, pois não havia outros que desempenhassem um papel semelhante ao deles. A relação deles com a guerra era distinta, e isso se reflete na maneira como Tolkien os imaginou. A presença de ambos sugere uma tentativa de equilibrar a representação de gênero nas figuras de poder, já que ambos eram guerreiros.
Desde sua criação, Makar e Meássë eram descritos como “espíritos de humor belicoso”. Eles passavam os dias em batalhas, caçadas e outras atividades que envolviam adrenalina. Tolkien os retratou como seres que se alegravam com terremotos e tempestades, o que os tornava impopulares entre os outros Valar.
Interações com Morgoth
A relação de Makar e Meássë com Morgoth era complexa. Embora não o apreciassem, a existência do Senhor das Trevas proporcionava o caos que eles tanto buscavam. Durante a Música dos Ainur, os irmãos se uniram a Morgoth em sua rebelião, mas posteriormente ajudaram a capturá-lo na Batalha dos Poderes.
Após a derrota de Morgoth, Makar defendia que ele não deveria ser aprisionado, pois acreditava que a paz tornaria o mundo monótono. Curiosamente, quando Morgoth destruiu as Duas Árvores de Valinor, Makar e Meássë foram os únicos Valar que encontraram alegria em tempos sombrios, pois viam nisso uma oportunidade de atacar os servos do Dark Lord.
A Remoção de Makar e Meássë Valar
A decisão de Tolkien de remover Makar e Meássë de seu legendarium pode ser atribuída à sua aversão à glorificação da guerra. Como veterano da Primeira Guerra Mundial, ele vivenciou horrores que moldaram sua visão sobre o conflito. Embora Tulkas, outro Valar, mantivesse um amor por combates amistosos, a diferença entre luta e guerra era clara para Tolkien.
Essa distinção é refletida em uma famosa citação de Faramir em ‘O Senhor dos Anéis’, onde ele menciona que a guerra é necessária para defender a vida, mas não deve ser glorificada. Essa perspectiva revela o desdém de Tolkien pela violência que Makar e Meássë representavam.
Impacto na Obra de Tolkien
A exclusão de Makar e Meássë Valar da obra de Tolkien não apenas altera a dinâmica entre os Valar, mas também oferece uma visão mais profunda sobre suas crenças pessoais. A presença de personagens que celebram a guerra poderia ter desvirtuado a mensagem central de sua narrativa.
Os fãs que exploram a mitologia de Tolkien podem encontrar referências a esses Valar em ‘The Book of Lost Tales’, onde rascunhos e histórias não publicadas revelam um lado diferente do universo de ‘O Senhor dos Anéis’. Para mais informações sobre a obra de Tolkien, você pode visitar este site.
Além disso, a discussão sobre a natureza da guerra e a glorificação da violência é um tema recorrente na literatura. Para entender mais sobre a mitologia de Tolkien, você pode acessar a página da Wikipédia sobre Tolkien.



