Maquiagem de mortos: a história de Raquel de Andrade Souza

Raquel de Andrade Souza se especializou em maquiagem de mortos e transformou sua vida ao cuidar de despedidas dignas.

Maquiagem de mortos é uma prática que envolve cuidado e respeito, especialmente em momentos delicados como a despedida de um ente querido. Raquel de Andrade Souza, uma mulher de 32 anos, se destacou nesse ofício em Rio Branco, onde atua na preparação de corpos para velórios há seis anos.

No Dia Internacional da Mulher, Raquel compartilha sua experiência e como encontrou seu lugar nesse trabalho pouco conhecido, mas essencial. A maquiagem, quando relacionada à morte, assume um novo significado, sendo um gesto de dignidade e carinho na hora da despedida.

Maquiagem de mortos e sua importância

A técnica de tanatopraxia, da qual Raquel é especialista, envolve a necromaquiagem, que consiste na preparação estética dos corpos. Este processo ocorre logo após a higienização e desinfecção, onde a maquiagem é aplicada para proporcionar uma aparência mais natural e tranquila ao falecido. Além disso, elementos como tecidos e flores são utilizados para adornar os corpos, respeitando a individualidade de cada pessoa.

“Decidi me tornar tanatopraxista pois entendi que cuidar de quem partiu também é uma forma de amar”, afirma Raquel. Sua sensibilidade e empatia a levaram a transformar momentos de dor em despedidas mais serenas e respeitosas.

O caminho para a tanatopraxia

Raquel começou sua jornada na área de forma inesperada, após enfrentar o desemprego. Inicialmente, ela trabalhou na limpeza de uma funerária, onde sua curiosidade a levou a observar os procedimentos de preparação dos corpos. Essa curiosidade se transformou em uma oportunidade quando surgiu um curso de especialização, que ela não hesitou em abraçar.

“Eu vi os meninos fazendo aquele procedimento com os corpos, e me deu curiosidade para querer mexer, querer fazer”, conta Raquel. Desde então, ela se dedicou a aprimorar suas habilidades, tornando-se uma profissional respeitada na área.

Desafios da profissão

Ser tanatopraxista não é uma tarefa fácil. Raquel, que é mãe solo de uma menina de 11 anos, enfrenta não apenas os desafios da profissão, mas também a responsabilidade de sustentar sua família. Ela trabalha em regime de 12 horas de trabalho seguidas por 36 horas de descanso, em uma equipe de oito profissionais.

Além da formação técnica, Raquel buscou capacitação em biossegurança e estética, além de desenvolver sua inteligência emocional. Ela destaca que muitas vezes as pessoas têm uma visão equivocada sobre quem trabalha com a morte, acreditando que esses profissionais são insensíveis. “Pelo contrário: eu aprendo e reflito todos os dias”, diz Raquel.

A prática da necromaquiagem

Na prática da necromaquiagem, Raquel observa que o corpo, após a morte, pode apresentar alterações visíveis, como palidez e manchas. O objetivo de sua atuação é suavizar esses sinais, permitindo que as famílias reconheçam seus entes queridos com uma aparência mais calma e natural. “Muitas famílias relatam que, após o velório, viram o ente querido com uma aparência tranquila, e isso ajuda muito no processo de luto”, explica.

Os familiares costumam escolher a roupa e o estilo da maquiagem, o que é uma parte importante do processo de despedida. Raquel acredita que isso respeita a personalidade e as crenças do falecido, e ela se dedica a cada detalhe com muito respeito e sensibilidade.

Reflexões sobre a profissão

Raquel relembra seu primeiro contato com a preparação de um corpo, que foi marcado por um profundo senso de responsabilidade. “Entendi que estava cuidando da última memória que uma família teria de alguém que amou”, destaca. Essa consciência a motiva a continuar nesse caminho, onde o cuidado e o respeito são primordiais.

No Dia Internacional da Mulher, Raquel deixa uma mensagem inspiradora: “Não deixe que o medo seja maior que os seus sonhos. Toda mulher tem uma força enorme dentro de si, mesmo quando ainda não percebe isso.” Ela acredita que quando uma mulher acredita em si mesma, não apenas transforma sua própria história, mas também inspira outras a lutarem pelos seus sonhos.

Com sua trajetória, Raquel de Andrade Souza se destaca na maquiagem de mortos, mostrando que essa profissão, embora muitas vezes invisível, é fundamental para proporcionar um adeus digno e respeitoso. Sua história é um exemplo de como encontrar propósito e significado em um trabalho que, para muitos, pode parecer incomum.

Para mais informações sobre profissões relacionadas à morte, você pode visitar este site oficial. Além disso, conheça mais sobre histórias inspiradoras em Em Foco Hoje.

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Em Foco Hoje Redação
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