Medidas para frear combustíveis custarão R$ 30,5 bilhões com mudanças na tributação

O governo federal anunciou medidas para frear a alta dos combustíveis, com um custo estimado em R$ 30,5 bilhões e mudanças na tributação dos cigarros.

As medidas para frear combustíveis anunciadas pelo governo federal têm como objetivo mitigar o impacto da guerra no Oriente Médio sobre os preços no Brasil. O custo total dessas ações está estimado em R$ 30,5 bilhões, abrangendo diversas iniciativas que visam a redução dos preços dos combustíveis.

Entre as principais ações estão a isenção do PIS/Cofins sobre o diesel, que representa um custo de R$ 20 bilhões. Além disso, há uma subvenção destinada aos importadores e produtores brasileiros de diesel, totalizando R$ 10 bilhões. Outras medidas incluem a eliminação dos impostos federais sobre o combustível de aviação (QAV) e o biodiesel, além de um apoio financeiro aos importadores de Gás Liquefeito de Petróleo (GLP), que custará cerca de R$ 500 milhões.

Compensação dos Gastos

O ministro do Planejamento, Bruno Moretti, informou que a compensação dos gastos será majoritariamente proveniente da arrecadação com tributos sobre a exportação de petróleo, além de participações e royalties. Essa estratégia busca equilibrar o impacto financeiro das medidas adotadas.

Aumento da Tributação sobre Cigarros

Para equilibrar a isenção do PIS/Cofins do querosene de aviação e do biodiesel, o governo decidiu aumentar a alíquota do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) que incide sobre os cigarros. Essa mudança visa arrecadar R$ 1,2 bilhão durante o período de dois meses em que a nova alíquota estará em vigor. A alíquota passará de 2,25% para 3,5%, e o preço mínimo da carteira de cigarros será elevado de R$ 6,50 para R$ 7,50.

Impacto das Medidas

O governo planeja um decreto que eliminará os impostos federais sobre o combustível de aviação e o biodiesel. De acordo com as estimativas, essa medida resultará em uma economia de R$ 0,07 por litro para o combustível de aviação e R$ 0,02 por litro para o biodiesel. O biodiesel, que é um combustível renovável, é misturado ao óleo diesel em uma proporção de 15% nas bombas.

Subvenção Compartilhada

A subvenção aos importadores de diesel foi discutida com os estados. O ministro da Fazenda, Dario Durigan, anunciou que 25 estados aceitaram a proposta, que oferece um desconto de R$ 1,20 por litro de diesel importado. Esse desconto é dividido em R$ 0,60 de subsídio federal e R$ 0,60 estadual. A aplicação da medida ocorrerá nos meses de abril e maio, com um custo total de R$ 4 bilhões, dividido igualmente entre a União e os estados, incluindo o Distrito Federal.

O governo federal fará o pagamento inicial da parte correspondente aos estados e, posteriormente, reterá o valor devido a cada um deles no Fundo de Participação dos Estados (FPE). O FPE é constituído por 21,5% da receita líquida do Imposto de Renda (IR) e do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI).

Essas medidas para frear combustíveis refletem um esforço do governo para controlar a inflação e garantir a estabilidade econômica em um cenário desafiador. A implementação dessas ações será monitorada de perto, uma vez que o impacto sobre a população e a economia é significativo. Para mais informações sobre a situação econômica, você pode visitar Banco Central do Brasil. Para mais atualizações, acesse Em Foco Hoje.

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Em Foco Hoje Redação
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