Medidas protetivas mulheres Acre são essenciais para garantir a segurança de mulheres em situação de violência. Em 2025, foram concedidas mais de 5 mil medidas protetivas no estado, segundo dados do Tribunal de Justiça do Acre. Este aumento significativo reflete a crescente preocupação com a proteção das vítimas de violência doméstica.
O tempo médio para a concessão dessas medidas foi de apenas um dia, o que demonstra a agilidade do sistema judiciário em atender a essas solicitações. Comparado ao ano anterior, houve um aumento de 14,2% nas concessões, indicando um esforço contínuo para oferecer suporte às mulheres em risco.
Medidas Protetivas e Seus Objetivos
As medidas protetivas são instrumentos legais previstos na Lei Maria da Penha. Elas visam assegurar a proteção de mulheres que enfrentam situações de violência, seja física, psicológica, patrimonial, moral ou sexual. Essas medidas são fundamentais para romper o ciclo de violência e proporcionar um ambiente seguro para as vítimas.
Como Solicitar Medidas Protetivas
Para solicitar medidas protetivas, a vítima deve se dirigir a uma delegacia de polícia, onde o boletim de ocorrência será registrado. A partir desse registro, o pedido é encaminhado ao Poder Judiciário, que analisará a situação e decidirá sobre a concessão das medidas necessárias. Após a decisão, um oficial de Justiça notifica tanto a vítima quanto o agressor.
É importante ressaltar que as medidas podem incluir o afastamento do lar do agressor, proibição de contato e, em casos mais graves, monitoramento eletrônico. A rapidez no atendimento é crucial para garantir a segurança das mulheres que buscam ajuda.
Dados sobre Medidas Protetivas no Acre
De acordo com o Tribunal de Justiça do Acre, o total de medidas protetivas concedidas ao longo dos anos tem apresentado um crescimento constante. Em 2020, foram 2.247 medidas, aumentando para 2.296 em 2021, e 2.989 em 2022. Em 2023, esse número subiu para 4.101, e em 2024, foram 4.418 medidas concedidas. O ano de 2025, com 5.047 medidas, mostra um compromisso crescente com a proteção das mulheres no estado.
Além disso, dados da Polícia Civil indicam que, de janeiro a setembro de 2025, foram solicitadas 2.524 medidas protetivas de urgência, com a capital, Rio Branco, liderando o número de pedidos. A delegacia é a principal porta de entrada para as vítimas que buscam proteção e assistência.
Consequências do Descumprimento das Medidas
O descumprimento de uma medida protetiva é considerado crime, podendo resultar em pena de prisão de três meses a dois anos, conforme o artigo 24-A da Lei Maria da Penha. É fundamental que, em caso de descumprimento, a vítima acione as autoridades policiais imediatamente. O Disque 190 da Polícia Militar é uma opção para denúncias urgentes.
Além disso, a Secretaria de Estado da Mulher (Semulher) também atua no acolhimento de denúncias e orientações sobre os direitos das mulheres. O telefone da Semulher é (68) 99930-0420 e atende a casos de violações de direitos.
Rede de Apoio às Vítimas
No Acre, existe uma rede de atendimento que acolhe mulheres e repassa os casos à Polícia Civil para investigação. Profissionais de saúde, como médicos e psicólogos, também têm a obrigação de notificar casos suspeitos de violência, contribuindo para a proteção das vítimas.
As denúncias podem ser feitas através do Disque 100, que garante anonimato, e também por meio do WhatsApp do Ministério da Mulher, Família e Direitos Humanos, que oferece suporte às vítimas. A comunicação é uma ferramenta poderosa para combater a violência e garantir os direitos das mulheres.
Medidas protetivas mulheres Acre são uma parte vital da luta contra a violência de gênero. Com um sistema de apoio robusto e uma legislação que protege as vítimas, o estado está avançando na busca por um ambiente mais seguro para todas as mulheres.



