A morte de uma menina de 9 anos, com suspeita de envenenamento, está sendo investigada em Alto Horizonte, Goiás. O caso de Weslenny Rosa Lima levanta questões sobre segurança alimentar e saúde pública, especialmente considerando a gravidade dos sintomas apresentados pela criança após um jantar em família.
Menina envenenamento e os primeiros sinais
Na noite de uma sexta-feira, Weslenny teve uma reação adversa após consumir uma refeição que incluía arroz, feijão e carne moída. Relatos familiares indicam que a menina começou a sentir dores intensas, vomitar e apresentar convulsões enquanto ainda estava em casa. Sua mãe, em desespero, recorda que a filha pediu ajuda: “Mãe, eu não estou aguentando, me leva pro hospital”, contou.
Weslenny foi levada ao hospital municipal, onde inicialmente parecia ter uma leve melhora. No entanto, sua condição se deteriorou rapidamente, culminando em uma parada cardiorrespiratória que resultou em sua morte.
Irregularidades na refeição e suspeitas de envenenamento
Além de Weslenny, seu irmão, de 8 anos, também apresentou sintomas semelhantes após a refeição. Ele foi encaminhado ao Hospital Estadual do Centro-Norte Goiano (HCN) em Uruaçu, onde permanece internado. O quadro dele foi considerado grave no início, mas houve uma melhora progressiva.
O perito responsável pelo caso, Marcelo de Castro Coelho Morais, destacou que a rapidez e a gravidade dos sintomas levantaram suspeitas de envenenamento. “O start foi o hospital, onde a criança evoluiu muito rápido a óbito. A maneira como o quadro evoluiu levou à suspeita”, afirmou. Ele ainda ressaltou que não se tratava de uma infecção alimentar comum.
Animais mortos e indícios de contaminação
Durante a investigação, a polícia encontrou vários animais mortos nas proximidades da residência da família, incluindo três gatos. O delegado Sandro Leal indicou que esses animais poderiam ter entrado em contato com a mesma substância que afetou as crianças. “Suspeita-se de chumbinho, mas ainda não sabemos qual substância foi utilizada nem como ela foi parar na comida”, afirmou.
Coleta de evidências e andamento das investigações
A Polícia Civil recolheu amostras de alimentos que foram consumidos pela família, incluindo itens encontrados na geladeira, na mesa e no lixo. A refeição mais recente é a que gera mais suspeitas devido à proximidade com o início dos sintomas. Além disso, celulares foram apreendidos para análise de imagens e testemunhas estão sendo ouvidas.
A mãe e o padrasto de Weslenny foram interrogados e liberados, mas permanecem como suspeitos, pois estavam presentes no momento em que as crianças passaram mal. Ambos negam qualquer envolvimento no caso.
Dinâmica familiar e possíveis desdobramentos
A investigação também está examinando a dinâmica familiar. Há relatos de desavenças frequentes entre a mãe e o padrasto, além de um histórico de agressões envolvendo a menina, embora sem registros formais. Essas informações estão sendo verificadas à medida que a investigação avança.
Exames e resultados esperados
A perícia coletou diversos materiais, incluindo conteúdo estomacal e amostras de sangue da vítima e do irmão, além de alimentos da casa e material dos animais mortos. Os exames buscam identificar substâncias tóxicas, como inseticidas e organofosforados. O perito enfatizou que ainda não há laudo que comprove qual substância causou a intoxicação.
Os resultados dos exames laboratoriais estão sendo aguardados e devem esclarecer se houve envenenamento, qual substância pode ter sido utilizada e como ocorreu a contaminação. A expectativa é que as respostas sejam obtidas nos próximos dias.
Para mais informações sobre saúde e segurança alimentar, você pode acessar Em Foco Hoje. Além disso, para entender mais sobre envenenamento e suas consequências, consulte o World Health Organization.



