O mercado de games está passando por um processo de ajuste, refletindo mudanças significativas no comportamento dos consumidores. Embora a base de jogadores tenha diminuído, a relevância dos jogos como forma de entretenimento diário permanece inabalável.
Mercado de Games e a Queda na Base de Jogadores
Recentemente, dados revelaram que a proporção de pessoas que se identificam como jogadores caiu de 82,8% para 75,3% em um período de um ano. Essa redução pode ser vista como parte de uma normalização do mercado, que foi influenciada por diversos fatores, incluindo a regulamentação dos jogos de azar. Essa regulamentação, que ocorreu em 2025, ajudou a definir melhor os limites do setor.
Relevância dos Games no Dia a Dia
Apesar da queda no número de jogadores, os jogos continuam a ser uma das principais formas de entretenimento para 86,7% dos entrevistados. Destes, 80,7% consideram os games como a principal atividade de lazer em suas rotinas. Isso demonstra que, mesmo com a diminuição da base de usuários, o apelo dos jogos se mantém forte entre os brasileiros.
Preferências de Acesso aos Jogos
O celular se destaca como o principal dispositivo para jogar, com 44,1% das preferências. Os consoles e PCs também ganharam espaço, com 24% e 21,1% de preferência, respectivamente. Carlos Silva, CEO da Go Gamers, observa que o aumento do uso de PCs está associado a um perfil de jogador mais engajado, que tende a investir mais em hardware e em jogos.
Demografia do Público Gamer
A pesquisa indica uma mudança na demografia dos jogadores. A Geração Z, composta por jovens de 16 a 29 anos, agora representa 36,5% do total de gamers, superando os Millennials, que têm 33,7%. Além disso, as mulheres continuam a ser a maioria, com 52,8% do total. A pesquisa também revela que 54,9% dos jogadores pertencem às classes médias B2, C1 e C2.
Impacto da Inteligência Artificial nos Games
A utilização de Inteligência Artificial generativa na criação de jogos gerou preocupações entre os jogadores. Aproximadamente 45,7% expressaram receio sobre a possibilidade de perda de empregos e a precarização do trabalho criativo. Outros 39,6% mencionaram riscos relacionados à violação de direitos autorais, enquanto 38,4% temem uma possível queda na qualidade dos jogos.
Apesar dessas preocupações, 39,3% dos entrevistados afirmaram que estariam dispostos a comprar jogos que utilizam intensivamente a IA, enquanto 40,9% consideram essa possibilidade. Os fatores que mais influenciam a recompra de jogos incluem promoções (44%), versões atualizadas como remakes ou remasters (36,3%), e compatibilidade com plataformas atuais (23,8%).
Preocupações com Jogos Digitais
Uma parte significativa dos entrevistados, 34,5%, expressou algum nível de preocupação sobre a possibilidade de perder acesso a jogos adquiridos digitalmente no futuro, com 22% demonstrando alta preocupação. Em contrapartida, 62,6% dos jogadores revisitam jogos antigos individualmente, e 55,1% optam por experiências sociais com títulos clássicos.
O estudo foi realizado por SX Group e Go Gamers, em colaboração com Blend New Research e ESPM, envolvendo 7.115 entrevistas entre pessoas de 16 a 55 anos, coletadas entre 5 e 13 de março de 2026. Para mais informações sobre como os brasileiros se relacionam com os games, acesse este link.
Além disso, a evolução do mercado de games e suas dinâmicas têm sido amplamente discutidas em várias plataformas. Para uma visão mais abrangente sobre o impacto da tecnologia nos jogos, você pode visitar o site da Wikipedia.



