A morte de mariscos e peixes tem gerado grande preocupação entre os moradores da praia de São Tomé de Paripe, em Salvador. A comunidade local denuncia uma nova onda de mortalidade de animais marinhos, atribuída à poluição por substâncias químicas. Este problema foi formalmente registrado junto à Polícia Civil, que já iniciou investigações sobre a situação.
No início da semana, um vídeo divulgado por moradores mostrou uma quantidade alarmante de peixes e mariscos mortos na areia da praia. Jocival Nascimento, um dos residentes que documentou o ocorrido, afirmou que foram coletados cerca de 2 mil peixes mortos. Ele destacou que essa quantidade é significativamente maior do que a que os pescadores costumam capturar em um dia normal.
Morte de mariscos e peixes e contaminação na praia
Os moradores acreditam que a morte de mariscos e peixes está ligada à contaminação proveniente do Terminal Itapuã, que é operado pela Intermarítima. O Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Inema) já está envolvido na investigação, que começou no mês anterior, após a detecção de cobre e nitrato na água e na areia da praia.
De acordo com o Inema, a presença dessas substâncias químicas foi confirmada, levando à interdição das atividades do terminal. A análise realizada pelo órgão ambiental indicou que a contaminação está diretamente relacionada às operações do terminal marítimo.
Investigação em andamento sobre a contaminação
A Intermarítima também apresentou um boletim de ocorrência, relatando que pescadores na área estariam utilizando bombas para a captura de peixes. A empresa mencionou que um funcionário ouviu explosões nas proximidades do terminal e avistou um indivíduo em um caiaque, o que levantou suspeitas sobre práticas ilegais de pesca.
Em resposta a essas denúncias, a Polícia Civil confirmou que está investigando tanto as reclamações feitas pelos moradores quanto as alegações da empresa. O Inema, por sua vez, continua a monitorar as manchas de contaminação na praia e busca identificar a origem do problema.
Impacto na comunidade local
A situação tem gerado um impacto significativo na vida dos moradores que dependem da pesca como meio de subsistência. Com a interdição da praia, muitos pescadores se encontram sem opções de trabalho e sem apoio adequado para enfrentar essa crise. A comunidade se reúne frequentemente para discutir possíveis soluções e alternativas para lidar com a situação.
Além disso, as secretarias municipais, como a de Promoção Social, Combate à Pobreza, Esportes e Lazer (Sempre) e a Secretaria do Mar (Semar), estão avaliando maneiras de oferecer suporte às famílias afetadas pela contaminação e pela morte de mariscos e peixes.
Possíveis soluções e apoio à comunidade
Enquanto as investigações prosseguem, a comunidade local aguarda por intervenções que possam mitigar os efeitos da contaminação. É essencial que as autoridades se mobilizem para garantir a segurança ambiental e a saúde dos moradores e dos ecossistemas marinhos.
Para mais informações sobre questões ambientais e saúde pública, você pode acessar o site do governo federal. Além disso, para atualizações sobre a situação em Salvador, visite Em Foco Hoje.



