Recentemente, a questão da Mossoró captura gatos ganhou destaque após o Ministério Público do Rio Grande do Norte (MPRN) recomendar a suspensão imediata da captura de gatos que possuem tutores identificados em um condomínio na cidade. Essa decisão foi tomada após a investigação de denúncias de maus-tratos aos animais, que surgiram após a contratação de uma empresa para o manejo populacional de felinos.
A situação se agravou em janeiro, quando a morte de uma gata capturada gerou protestos entre os moradores e defensores dos direitos dos animais. A 3ª Promotoria de Justiça de Mossoró iniciou uma investigação sobre o programa de manejo populacional, que estava sendo realizado por uma empresa contratada pela associação de moradores do condomínio.
Mossoró captura gatos e maus-tratos
O programa de manejo, que envolve o uso de armadilhas, sedação e procedimentos cirúrgicos, foi analisado pelo MPRN. Durante a investigação, foi constatado que a empresa responsável estava capturando gatos com tutores, o que não estava previsto no contrato. O MP destacou que a associação de moradores possui um cadastro dos animais, o que facilitaria a identificação dos gatos errantes.
De acordo com o Ministério Público, a empresa tem um prazo de dez dias para informar sobre a aceitação da recomendação e as medidas que serão adotadas para garantir o cumprimento das diretrizes estabelecidas. Caso não haja conformidade, o MP poderá tomar medidas judiciais.
Reação da empresa Emsuv
A empresa Emsuv, encarregada das capturas, afirmou que os gatos resgatados não possuíam identificação no momento da captura. Segundo a empresa, assim que os tutores se manifestaram, os animais foram devolvidos. A empresa também mencionou que o procedimento recomendado pelo MP já estava sendo seguido desde o início das operações.
Em resposta a críticas, a Emsuv ressaltou que todos os gatos capturados foram comunicados ao condomínio para que os responsáveis pudessem se manifestar. A empresa defendeu que os animais não estavam identificados e que o manejo estava sendo realizado dentro dos protocolos estabelecidos.
Protestos e clamor por justiça
A morte da gata, que se chamava Lucy, provocou uma onda de protestos em janeiro. Os tutores do animal registraram um boletim de ocorrência na Polícia Civil, alegando falhas na captura e na retenção do animal. Durante um protesto, moradores exigiram justiça e pediram investigações sobre possíveis crimes de apropriação indébita e maus-tratos.
A família da gata afirmou que Lucy foi mantida em cativeiro por várias horas, sem acesso aos tutores, e que houve ocultação de informações sobre sua localização. Além disso, eles alegaram que a gata não recebeu tratamento médico adequado durante o período em que esteve sob a responsabilidade da empresa.
Posicionamento da OAB e administração do condomínio
A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) em Mossoró também se manifestou, solicitando a habilitação como interessado na apuração das denúncias de maus-tratos. Em contrapartida, a administração do condomínio defendeu que todos os procedimentos foram realizados de maneira correta e que a gata faleceu devido a um quadro de saúde grave, confirmado por um hospital veterinário.
A empresa Emsuv reiterou que seguiu todos os protocolos técnicos e legais, com acompanhamento de veterinários e encaminhamento imediato ao hospital assim que a gravidade da situação foi identificada.
Essa situação em Mossoró levanta questões importantes sobre a proteção dos animais e a responsabilidade das empresas contratadas para o manejo populacional. O debate sobre a captura de gatos domésticos e a necessidade de garantir o bem-estar dos animais continua a ser um tema relevante na sociedade.
Para mais informações sobre a proteção animal, você pode acessar este link. Além disso, é importante conhecer as legislações que regem a proteção dos animais, como pode ser encontrado em site do governo.



