O caso de um motorista sem habilitação que atropelou e matou uma mulher na faixa de pedestres em São Paulo gerou grande comoção. O incidente ocorreu na Parada Inglesa, na Zona Norte da cidade, e envolveu um jovem de apenas 19 anos.
Na noite de um sábado, o cozinheiro Fahed Al Kujok, que não tinha Carteira Nacional de Habilitação (CNH), foi preso após o atropelamento de Elizete Santos, de 36 anos. A mulher, que trabalhava como atendente em um posto de combustíveis, foi atingida enquanto atravessava a avenida Luiz Dumont Villares.
Motorista sem habilitação e suas consequências
Fahed foi indiciado pela polícia por homicídio culposo, caracterizado pela falta de intenção de matar. Após o atropelamento, ele tentou fugir do local sem prestar socorro à vítima, que foi levada ao hospital, mas não resistiu aos ferimentos.
De acordo com informações do hospital onde Elizete foi atendida, ela sofreu múltiplos traumas, incluindo fraturas e lesões na cabeça, o que indica a gravidade do impacto. O limite de velocidade na área é de 50 km/h, e o motorista alegou que estava dirigindo dentro desse limite quando ocorreu o acidente.
Fahed relatou à polícia que não teve tempo de frear ou desviar, pois a mulher teria atravessado a rua de forma repentina. Ele também mencionou que havia parado para ajudar, mas acabou deixando o local após ser agredido por pessoas que estavam nas proximidades.
Consequências legais do atropelamento
O caso foi registrado no 73º Distrito Policial, onde a autoridade policial destacou que, devido à gravidade do crime, não foi possível arbitrar fiança. A pena para homicídio culposo ao volante pode chegar a seis anos de prisão. O boletim de ocorrência ressalta que o indiciado não estava dirigindo com a devida cautela, resultando na morte de Elizete.
O veículo utilizado por Fahed foi apreendido pelas autoridades. O jovem, que estava fazendo aulas de direção, não tinha autorização legal para conduzir o automóvel. Ele passou pelo teste do bafômetro, que resultou negativo para álcool.
A vida de Elizete Santos
Elizete Santos, a vítima, era mãe de três filhos, incluindo um adolescente de 16 anos e uma criança de três. Ela trabalhava no posto de conveniência há menos de um ano e também atuava como camareira. Sua morte deixou um vazio significativo na vida de sua família.
A situação levantou questões sobre a segurança no trânsito e a importância de se respeitar as normas de circulação. O caso de Fahed é um lembrete da responsabilidade que vem com a condução de um veículo, especialmente sem a devida habilitação.
Após o incidente, Fahed foi levado para a carceragem do 39º DP, onde aguardou audiência de custódia. O caso continua a ser investigado, e a sociedade aguarda por justiça para a família de Elizete.
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