Multas por desmatamento ilegal: R$ 1,7 milhão aplicados no Amazonas

Multas por desmatamento ilegal totalizam R$ 1,7 milhão na BR-230, Amazonas, com áreas embargadas.

Multas por desmatamento ilegal

Recentemente, a fiscalização na BR-230, localizada no Amazonas, resultou em multas que totalizam R$ 1,7 milhão devido a práticas de desmatamento ilegal. Essa ação faz parte da Operação Tamoiotatá 6, que visa combater crimes ambientais na região.

Realizada pelo Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (Ipaam), a operação ocorreu em Humaitá e foi divulgada no último domingo. Durante a ação, foram embargados 220 hectares, área equivalente a aproximadamente 220 campos de futebol, e três indivíduos foram autuados por suas infrações.

Detalhes da Fiscalização

A operação abrangeu uma extensão de 160 km da BR-230, onde as equipes do Ipaam inspecionaram diversas propriedades rurais. As irregularidades encontradas incluíram a criação de animais sem a devida licença ambiental e o descumprimento de ordens anteriores relacionadas à proteção da vegetação nativa.

Ao todo, foram emitidos nove autos de infração e três embargos. Cada um dos autuados recebeu multas significativas, com valores que variam de R$ 110 mil a R$ 570 mil, dependendo da gravidade da infração. Essas sanções visam não apenas punir os infratores, mas também prevenir novas degradações ambientais.

Objetivos da Operação Tamoiotatá

O diretor-presidente do Ipaam, Gustavo Picanço, destacou que a Operação Tamoiotatá é uma iniciativa contínua, fundamentada em dados técnicos e monitoramento ambiental. O foco é atuar em áreas que são consideradas estratégicas para a preservação da floresta.

Picanço afirmou: “Nossa atuação busca interromper atividades irregulares, responsabilizar os infratores e impedir novas áreas de serem degradadas”. A operação não apenas busca coibir o desmatamento, mas também proteger as Unidades de Conservação na região.

Impactos das Multas

As multas aplicadas durante a operação têm um impacto significativo na proteção ambiental. Os valores arrecadados são direcionados ao Fundo Estadual de Meio Ambiente (Fema), que é gerido pela Secretaria de Meio Ambiente (Sema). Esses recursos são essenciais para financiar ações de preservação ambiental no estado.

Além disso, as áreas embargadas permanecerão sem atividades até que a regularização ambiental seja concluída. Os infratores têm um prazo de 20 dias para apresentar defesa ou efetuar o pagamento das multas.

Colaboração e Força-Tarefa

A Operação Tamoiotatá 6 é uma ação integrada que conta com a colaboração de diversas instituições, incluindo a Secretaria de Segurança Pública, Polícia Militar, Polícia Civil e Corpo de Bombeiros. Além disso, órgãos federais como o Censipam, vinculado ao Ministério da Defesa, também estão envolvidos na fiscalização.

A operação está programada para ser realizada em 15 etapas, cada uma com duração de cerca de 20 dias, e deve se estender até dezembro de 2026. O objetivo é intensificar o combate ao desmatamento e às queimadas, especialmente durante a estiagem, que é um período crítico para a floresta.

Perguntas frequentes

O que é a Operação Tamoiotatá?

A Operação Tamoiotatá é uma iniciativa do Ipaam para combater o desmatamento ilegal e outras infrações ambientais no Amazonas.

Quais são os valores das multas aplicadas?

As multas variam de R$ 110 mil a R$ 570 mil, dependendo da infração cometida.

Como denunciar crimes ambientais?

Denúncias podem ser feitas pelo WhatsApp no número (92) 98557-9454.

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  • Multas e embargos
  • Proteção da floresta

Para mais informações sobre ações de proteção ambiental, acesse Em Foco Hoje. Para dados e estatísticas sobre desmatamento, consulte o IBAMA.

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Em Foco Hoje Redação
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