A Muralha de pedras vulcânicas é um ponto de interesse que atrai a atenção de historiadores e geólogos na região oeste de Goiás. Localizada na cidade de Paraúna, essa estrutura impressionante se estende por 15 km e é composta por basalto negro, uma rocha vulcânica que, segundo estudos, pode ter sido formada há milhões de anos.
A formação intrigante não se limita apenas à sua extensão, mas também à sua composição, que inclui óleo de baleia, uma característica que gerou muitas teorias sobre sua origem. A Prefeitura de Paraúna afirma que a verdadeira origem da muralha ainda é um mistério, com algumas teorias sugerindo que ela pode ter sido criada por civilizações antigas, enquanto outras defendem que é uma formação natural.
Muralha de pedras vulcânicas e suas origens
Pesquisadores estão divididos sobre a origem da Muralha de pedras vulcânicas. Alguns acreditam que ela pode ter surgido de um evento vulcânico que ocorreu durante a fragmentação do supercontinente Gondwana, que deu origem ao Oceano Atlântico Sul. O geólogo Silas Gonçalves destaca que essa formação pode ter entre 130 e 135 milhões de anos, resultante de um dos maiores eventos vulcânicos da história.
Após a lava vulcânica se resfriar, ela se transformou em basalto, que apresenta fraturas conhecidas como juntas de resfriamento. Essas fraturas, juntamente com a erosão natural ao longo do tempo, contribuíram para o alinhamento dos blocos que compõem a muralha.
Características geológicas da formação
A Muralha de pedras vulcânicas não é apenas uma estrutura impressionante, mas também um exemplo fascinante de processos geológicos. O geólogo Silas Gonçalves explica que a formação não é artificial, mas sim resultado de processos naturais, como:
- Derrames basálticos cretáceos, que se espalharam pela superfície.
- Fraturamento térmico do basalto durante o resfriamento, que causou rachaduras.
- Fraturas poliédricas que formaram blocos com formatos geométricos.
- Controle estrutural de lineamento geológico, que segue padrões naturais do terreno.
- Erosão diferencial entre basaltos e rochas sedimentares, que deixou o basalto mais resistente em destaque.
Esses processos são comuns em áreas vulcânicas e podem criar formações que se assemelham a construções humanas, mas que na verdade são frutos da natureza.
O papel do óleo de baleia na composição
Uma das características mais intrigantes da Muralha de pedras vulcânicas é a presença do que se acreditava ser óleo de baleia. No entanto, o coordenador da unidade de conservação, Danilo Lessa, esclarece que essa substância é, na verdade, um dique de diabásio, que é magma que se resfriou dentro das fendas da muralha. Essa confusão sobre a composição da muralha só adiciona mais mistério à sua origem.
Atrações adicionais no Parque Estadual de Paraúna
Além da Muralha de pedras vulcânicas, o Parque Estadual de Paraúna, que abriga essa formação, oferece outras atrações naturais. Os visitantes podem explorar cachoeiras deslumbrantes e rochas com formas curiosas, que vão desde figuras de animais até objetos do cotidiano. A Cachoeira do Desengano é uma das mais populares entre os turistas e pode ser visitada sem a necessidade de guias, embora a presença de profissionais seja recomendada para segurança.
O parque é aberto ao público e não exige a contratação de guias, mas é aconselhável que as visitas ocorram entre as 7h e 17h. A Serra da Portaria, dentro do parque, também se destacou em 2021, quando pesquisadores descobriram evidências de que dinossauros habitaram a região, a partir da identificação de um dente de um dinossauro terópode.
Com tantas belezas naturais e mistérios a serem desvendados, a Muralha de pedras vulcânicas e o Parque Estadual de Paraúna se tornaram um destino imperdível para os amantes da natureza e da história. Para mais informações sobre as atrações do parque, você pode visitar este site. Além disso, você pode aprender mais sobre formações geológicas na USGS.



