Natacha Horana, conhecida por sua carreira como bailarina no programa de Faustão, passou por um dos momentos mais desafiadores de sua vida. Após quatro meses detida, ela fala sobre seu recomeço e a importância de ajudar outras mulheres que enfrentam dificuldades semelhantes.
Natacha Horana recomeço e superação
A trajetória de Natacha, que também é atriz e musa da Gaviões da Fiel, foi marcada por um período de reclusão na penitenciária de Franco da Rocha, em São Paulo. Um ano após sua libertação, ela decidiu criar o projeto social Além da Penna, que visa apoiar mulheres em situação de vulnerabilidade social, emocional e jurídica.
“Recomeçar foi extremamente desafiador. Não é apenas voltar à vida normal, mas sim passar por um processo interno de autoconhecimento e aceitação”, revela Natacha. Ela enfatiza que a experiência a transformou e que muitas das suas antigas relações e hábitos já não faziam sentido.
Impacto emocional e psicológico
O tempo após a prisão não foi suficiente para apagar as marcas deixadas por essa experiência. Natacha compartilha que, mesmo um ano depois, ainda lida com os traumas. “Certas experiências nos marcam para sempre. O que muda é a maneira como aprendemos a conviver com isso”, reflete.
Ela menciona que, após a prisão, enfrentou momentos de ansiedade e até síndrome do pânico. A busca por ajuda profissional foi crucial para entender suas emoções e iniciar um processo de cura. “Cuidar da saúde mental é essencial, especialmente após vivências tão intensas”, afirma.
Além da Penna: um projeto de transformação
O projeto Além da Penna, idealizado por Natacha e pela advogada Paola Toledo, tem como objetivo acolher mulheres que enfrentam batalhas invisíveis. “Existem muitas mulheres que foram julgadas e abandonadas. O projeto busca olhar para elas com empatia e humanidade”, explica Natacha.
O trabalho começou de forma independente e ganhou força nas redes sociais. Durante o mês das mulheres, uma participante foi escolhida para receber apoio direto da equipe. “Não se trata de caridade, mas de responsabilidade social. Cada mulher merece uma chance de recomeçar, independentemente do que tenha vivido”, completa Natacha.
Desafios enfrentados na prisão
Natacha também compartilha suas experiências dentro da penitenciária, onde enfrentou condições difíceis. “A alimentação era precária, muitas vezes recebíamos comida estragada. Passar o Natal em um ambiente assim foi doloroso”, relata.
Essas memórias ainda a afetam, mas a força que encontrou em sua jornada de recomeço a impulsiona a seguir em frente. “Hoje me sinto mais madura e centrada, com uma nova perspectiva sobre a vida”, diz.
O futuro e a importância do apoio
O projeto Além da Penna busca se tornar uma rede de apoio para mulheres que precisam de orientação e acolhimento. Natacha acredita que, ao oferecer ferramentas e abrir caminhos, é possível transformar vidas. “Estamos aqui para ajudar na reconstrução de histórias reais”, afirma.
Para mais informações sobre saúde mental e apoio psicológico, você pode acessar esta página da American Psychological Association. Além disso, para saber mais sobre iniciativas sociais, visite Em Foco Hoje.
Natacha Horana continua sua luta não apenas por sua recuperação, mas também pela transformação da vida de outras mulheres. O recomeço é um processo contínuo, e ela está determinada a fazer a diferença.

