O naufrágio de lancha no Amazonas, especificamente da embarcação Lima de Abreu XV, completou dois meses e as buscas por desaparecidos ainda estão em andamento. A tragédia ocorreu em 13 de fevereiro e, desde então, o Corpo de Bombeiros Militar do Amazonas (CBMAM) tem se empenhado em localizar os cinco desaparecidos.
Após um período de buscas intensivas, que durou até 19 de março, as operações foram reduzidas para duas vezes por semana. Mesmo assim, as equipes continuam utilizando tecnologia avançada, como drones e sonar, para mapear o fundo do rio e tentar encontrar as vítimas. Durante a fase inicial das buscas, os familiares dos desaparecidos acompanharam de perto o trabalho dos bombeiros, que mantiveram a comunicação constante sobre o andamento das operações.
Naufrágio da lancha Lima de Abreu XV
A lancha partiu de Manaus por volta das 12h30 e naufragou nas proximidades do Encontro das Águas, onde os rios Negro e Solimões se encontram. Imagens gravadas por passageiros mostram momentos de desespero, com pessoas, incluindo crianças, flutuando na água. Muitos estavam usando coletes salva-vidas ou se apoiando em botes enquanto aguardavam socorro.
As causas do naufrágio ainda não foram oficialmente divulgadas e permanecem sob investigação. Após o acidente, algumas das vítimas foram resgatadas por embarcações que passavam pela área. Um dos resgates mais emocionantes foi o de um bebê prematuro, que foi colocado dentro de um cooler por familiares para protegê-lo da água. A mãe do recém-nascido também foi salva e ambos receberam atendimento médico.
Testemunhos e relatos sobre o acidente
Momentos de tensão foram relatados por passageiros antes do naufrágio. Uma mulher afirmou ter alertado o piloto para reduzir a velocidade devido ao banzeiro, uma condição comum na região. Em um vídeo gravado enquanto estava à deriva, ela expressou sua preocupação e pediu ao condutor que tomasse cuidado.
Identificação das vítimas
Entre as vítimas do naufrágio estão Samila de Souza, de 3 anos, Lara Bianca, de 22 anos, e Fernando Grandêz, de 39 anos. Os corpos de Samila e Lara foram encontrados algumas horas após o acidente. De acordo com a Secretaria de Estado de Saúde do Amazonas, Samila foi levada ao hospital, mas já estava sem vida ao chegar. Ela estava em sua primeira viagem a Manaus e retornava para Urucurituba.
Lara, natural de Nova Olinda do Norte, estava prestes a concluir seu curso de odontologia em Manaus. Seu corpo foi recuperado e levado ao Instituto Médico Legal (IML). Fernando Grandêz, um cantor gospel conhecido na região, teve seu corpo encontrado três dias após o naufrágio. Ele era ativo em eventos religiosos e frequentemente compartilhava suas apresentações nas redes sociais.
Desdobramentos legais após o naufrágio
O piloto da lancha, Pedro José da Silva Gama, se entregou à polícia em 16 de março, após estar foragido por mais de um mês. Ele se apresentou na Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS) e foi detido. Inicialmente, ele havia sido liberado após pagar fiança, mas a juíza Eliane Gurgel do Amaral Pinto determinou sua prisão preventiva para garantir a ordem pública e a aplicação da lei.
As buscas por desaparecidos continuam, e a comunidade local permanece esperançosa em encontrar respostas. Para mais informações sobre o caso e atualizações, você pode acompanhar o canal do g1 AM no WhatsApp ou visitar Em Foco Hoje. Além disso, informações sobre segurança em embarcações podem ser encontradas em sites como gov.br.



