Negligência em maternidade de RR é um tema que gera preocupação e indignação entre os familiares de uma jovem que enfrentou uma situação dramática. A paciente, de 26 anos, passou por uma experiência angustiante ao esperar quatro dias para a remoção do feto que havia falecido durante a gestação, na Maternidade Nossa Senhora de Nazareth, localizada em Boa Vista.
A jovem, que estava grávida de aproximadamente cinco meses, deu entrada na instituição no dia 6 de março, após perceber que seu bebê não se movia mais. O atendimento inicial ocorreu em um posto de saúde, onde a confirmação da morte fetal foi recebida. A família, residente na vila Recrear, no município de Alto Alegre, expressou sua frustração com a situação.
Negligência em maternidade de RR e a espera angustiante
Após a internação, a equipe médica tentou induzir o parto com medicamentos ao longo de três dias, mas sem sucesso. Durante esse período, a jovem apresentou sintomas como febre, dores de cabeça e diarreia. A irmã da paciente, Luciana da Silva, de 25 anos, relatou que, ao questionar os médicos sobre a demora, recebeu apenas a resposta de que eles “iriam dar um jeito”.
Luciana também destacou que o prazo informado para a realização do procedimento era de três dias. No entanto, a situação se arrastou, levando-a a publicar um vídeo nas redes sociais na noite de terça-feira (10), clamando por ajuda e expondo o estado crítico em que sua irmã se encontrava.
A repercussão nas redes sociais
No vídeo, Luciana mencionou que sua irmã corria um “grande risco” e que estava recebendo apenas soro e medicação para tentar expelir o feto. A publicação rapidamente ganhou atenção e, segundo Luciana, após a repercussão, os médicos decidiram aplicar uma nova medicação, o que levou à expulsão do feto na madrugada de quarta-feira (11).
“Só fizeram isso depois que eu botei a minha boca no trombone, postei o vídeo […] E, graças a Deus, eles tomaram uma atitude que salvou a vida da minha irmã. Porque se fosse esperar por eles mesmo, era capaz da minha irmã ter morrido lá dentro e eles não teriam falhado em nada”, desabafou Luciana.
Procedimentos médicos e protocolos de saúde
A Secretaria Estadual de Saúde (Sesau), responsável pela maternidade, foi procurada para comentar a situação. Em resposta, a secretaria afirmou que a equipe médica seguiu os protocolos estabelecidos pelo Ministério da Saúde para esses casos. A necessidade de dilatação do colo do útero foi mencionada como um fator crucial para a realização da curetagem, procedimento indicado para a remoção de restos de placenta no útero.
A administração de medicamentos para provocar a dilatação foi realizada, respeitando os intervalos entre as doses e o tempo de ação dos remédios. O feto foi expelido por volta de 0h30 do dia 11 de março.
A importância da atenção médica adequada
Casos como o de negligência em maternidade de RR levantam questões importantes sobre a qualidade do atendimento em instituições de saúde. A falta de respostas adequadas e a demora em procedimentos essenciais podem ter consequências graves para a saúde das pacientes. É fundamental que as autoridades de saúde revisem os protocolos e garantam que situações semelhantes não voltem a ocorrer.
Além disso, a comunicação clara entre os profissionais de saúde e as famílias é essencial para evitar mal-entendidos e angústias desnecessárias. O apoio emocional e psicológico também deve ser parte do atendimento em situações delicadas como essa.
Reflexões sobre a saúde pública
A saúde pública enfrenta desafios constantes, e a eficiência no atendimento é um dos fatores mais críticos. A pressão sobre as maternidades e hospitais pode resultar em falhas, mas é imprescindível que as instituições se esforcem para minimizar riscos e garantir a segurança dos pacientes. A sociedade deve estar atenta e exigir melhorias no sistema de saúde.
Para mais informações sobre saúde e direitos dos pacientes, é possível acessar o site da Ministério da Saúde. Além disso, para acompanhar outras notícias relevantes, visite Em Foco Hoje.
O caso da jovem em Roraima é um alerta para todos sobre a importância de um atendimento humanizado e eficaz. A negligência em maternidade de RR não deve ser ignorada, e é fundamental que as vozes das famílias sejam ouvidas para promover mudanças significativas no sistema de saúde.



