A negligência médica no Amazonas tem ganhado destaque após a denúncia de uma família que enfrenta sérias dificuldades na rede pública de saúde. O caso envolve o bebê Caleb, que, aos sete meses, passou por uma série de complicações desde seu nascimento, em 30 de agosto de 2025, até a sua internação.
A família de Caleb relatou que o atendimento foi marcado por atrasos e falta de recursos. Desde o momento do parto, surgiram problemas significativos. A mãe do menino, que possui diabetes e obesidade, enfrentou um trabalho de parto complicado. Segundo a irmã de Caleb, Tayana Batista, houve uma espera excessiva para que a cirurgia fosse realizada.
Negligência médica e complicações no parto
O relato da família aponta que a mãe chegou ao hospital às 12h do dia 29, mas só foi levada para a cirurgia às 1h30 do dia seguinte. A justificativa dada foi que a maca quebrou devido ao peso da paciente e não havia outra disponível. Essa espera prolongada teve consequências diretas para a saúde de Caleb.
Ao nascer, o bebê apresentou complicações que exigiram reanimação. Tayana explicou que Caleb nasceu com uma lesão no braço e teve que ser reanimado após ter ingerido mecônio. Isso fez com que ele fosse colocado em oxigênio imediatamente, impossibilitando o contato com o leite materno.
Internação e falta de assistência adequada
Após o parto, Caleb ficou internado por quatro meses. Durante esse período, a família enfrentou novos desafios. Após uma melhora, ele foi transferido para o Instituto de Saúde da Criança do Amazonas (ICAM). No entanto, a situação não melhorou. Tayana afirmou que teve que assumir responsabilidades que deveriam ser da equipe de enfermagem.
Em vídeos que ela gravou, é possível ver o momento em que recebe seringas com medicamentos para administrar ao irmão. “Eles me entregavam seis, sete seringas e eu tinha que aplicar uma atrás da outra. Quem aplicava a medicação era eu mesma”, relatou Tayana, evidenciando a falta de profissionais disponíveis para o atendimento.
Falta de insumos e dificuldades no ICAM
Outro vídeo gravado por Tayana mostra a escassez de insumos básicos na unidade de saúde. Em uma das gravações, um profissional de saúde informa sobre a falta de seringas no hospital. “Tinha dias que ele precisava de seis ou sete medicações, mas tomava três ou quatro porque o hospital não tinha. Diziam que estavam aguardando chegar”, explicou.
Apesar de todas as dificuldades enfrentadas, Caleb recebeu alta e atualmente está em casa. Ele continua sob os cuidados da família, especialmente da irmã, já que a mãe também enfrenta problemas de saúde. A Secretaria de Estado de Saúde (SES-AM) se manifestou, afirmando que Caleb recebeu todo o atendimento necessário durante sua internação.
Ação judicial e busca por justiça
A família decidiu entrar com uma ação judicial contra o Estado, buscando responsabilização pelos atendimentos inadequados. Tayana expressou sua esperança de que a justiça seja feita: “Se tivessem feito o trabalho como aprenderam, nada disso teria acontecido. A gente espera que seja feita justiça pela minha mãe e pelo Caleb”.
O caso de Caleb é um reflexo de problemas mais amplos na saúde pública do Amazonas. A falta de recursos e a sobrecarga nas unidades de saúde têm gerado consequências graves para muitos pacientes. Para mais informações sobre a saúde pública no Brasil, você pode acessar o site do Ministério da Saúde.
Além disso, é importante que a sociedade se mobilize para exigir melhorias na infraestrutura e no atendimento das unidades de saúde, garantindo que casos como o de Caleb não se repitam. Para mais detalhes sobre saúde e bem-estar, visite Em Foco Hoje.



