Família denuncia negligência médica em Ji-Paraná após morte de bebê

Após a morte de um bebê antes do parto em Ji-Paraná, a família denuncia negligência médica e cobra investigação do caso.

A negligência médica em Ji-Paraná ganhou destaque após a trágica morte de um bebê antes do parto. O caso ocorreu no Hospital Municipal Dr. Claudionor Couto Roriz, onde a família da gestante relatou uma série de falhas no atendimento que podem ter contribuído para a fatalidade.

Negligência médica Ji-Paraná e o caso do bebê

Na quarta-feira, um bebê faleceu antes do nascimento durante o atendimento na maternidade da unidade hospitalar. O pai da criança, muito abalado, denunciou a possibilidade de negligência médica e, em um momento de desespero, danificou parte do patrimônio da unidade. A Polícia Civil foi chamada para investigar a situação.

O boletim de ocorrência revela que a Polícia Militar foi acionada por volta das 5h15 devido a uma confusão na maternidade, localizada no bairro Dom Bosco. Inicialmente, a denúncia era sobre danos ao patrimônio público e ameaças a profissionais de saúde. Ao chegarem ao local, os policiais ouviram os relatos dos funcionários da maternidade, que informaram que o médico responsável estava realizando um procedimento de parto quando o bebê não resistiu e faleceu, gerando uma forte comoção entre os familiares.

Demora no atendimento e falta de assistência

O pai da criança alegou que sua esposa aguardou por várias horas para receber atendimento. Segundo ele, a gestante deu entrada no hospital por volta das 20h e permaneceu na unidade até aproximadamente 4h30, enfrentando dores intensas e episódios de vômito. O parto só foi realizado após a intervenção de uma enfermeira, que chamou a atenção do médico.

Em uma entrevista, o pai expressou sua indignação, afirmando que a demora no atendimento foi crucial para a morte do bebê. Ele declarou: “Simplesmente mataram minha filha. [A esposa] ficou 9 horas lá, vomitando e sentindo dor forte, de gritar.” A avó da criança, Sandra Maria, corroborou a versão do pai, afirmando que a gestante foi mantida em observação durante a noite, mesmo apresentando sinais preocupantes.

Intervenção de enfermeira salvou a mãe

De acordo com Sandra, a situação só começou a mudar quando uma enfermeira decidiu intervir, levando a gestante para uma cesariana. “Ela [enfermeira] foi um anjo que apareceu na nossa vida, que eu acho que se não fosse ela, minha nora tinha morrido também. Chamou o médico, o médico já levou para a cesárea. A nenenzinha nasceu morta”, afirmou a avó, visivelmente emocionada.

O impacto da perda foi devastador para a família, que aguardava ansiosamente a chegada da nova integrante. “Eu esperei tanto, tanto, tanto, a primeira netinha. Tinha marcado que hoje era o dia da neném nascer, hoje era o dia da neném nascer. Não dá nem de acreditar, cara, nem de acreditar, não dá. Eu vi a minha netinha andando para lá e para cá, sabia que eu ia sair daqui, não vou levar”, lamentou Sandra.

Investigação pela Secretaria de Saúde

Em resposta à situação, o secretário de Saúde de Ji-Paraná, Cristiano Ramos, informou que a gestante estava sendo monitorada conforme os protocolos de parto normal. Ele mencionou que, durante a madrugada, houve uma redução nos batimentos cardíacos do bebê, que culminou em sua parada. “O protocolo do parto normal é de cada duas horas ficar ouvindo o BCF, que é o batimento cardíaco fetal. Em um determinado momento, a enfermeira, pela madrugada, viu que os batimentos do bebê foi baixando e de repente parou”, explicou.

Após a cesariana de emergência, a equipe médica identificou um nó no cordão umbilical, que pode ter sido a causa da morte do bebê. Apesar disso, a Secretaria de Saúde anunciou que uma sindicância foi aberta para investigar as circunstâncias do caso e identificar possíveis erros. O prazo para a conclusão da investigação é de até 20 dias.

O que esperar das investigações

A família registrou uma ocorrência e aguarda a apuração do caso. A expectativa é que as investigações revelem a verdade sobre o que ocorreu na maternidade e que medidas sejam tomadas para evitar que tragédias semelhantes se repitam. É fundamental que os responsáveis sejam responsabilizados, e que a saúde pública em Ji-Paraná seja aprimorada para garantir um atendimento adequado e seguro.

O caso levanta questões importantes sobre a qualidade do atendimento em hospitais públicos e a necessidade de um sistema de saúde que priorize a vida e bem-estar dos pacientes. Para mais informações sobre saúde pública, você pode acessar Organização Mundial da Saúde. Para atualizações sobre o caso, fique atento ao site Em Foco Hoje.

Compartilhe
Em Foco Hoje Redação
Em Foco Hoje Redação

Em Foco Hoje é um perfil editorial assistido por inteligência artificial, responsável pela produção e organização de conteúdos informativos sobre atualidades, tecnologia, economia, saúde e temas de interesse geral.
Os artigos são gerados por IA para ampliar a cobertura de notícias e facilitar o acesso a informações relevantes, sempre com foco em clareza, utilidade e atualização constante.