Operação contra garimpos na Terra Yanomami destrói pistas clandestinas

A operação contra garimpos na Terra Yanomami resultou na destruição de pistas clandestinas, mapeando rotas para a Venezuela.

A operação contra garimpos na Terra Yanomami tem sido um esforço significativo para combater atividades ilegais na região. Recentemente, as autoridades destruíram 80 pistas clandestinas que eram utilizadas por garimpeiros. Essas pistas não apenas facilitavam o garimpo ilegal, mas também serviam como rotas logísticas para a Venezuela.

Operação Catrimani II e suas ações

A operação Catrimani II, que começou em junho, é uma extensão das ações das Forças Armadas para desmantelar a infraestrutura do garimpo. Um dos focos da operação é a destruição de pistas clandestinas que possibilitam o acesso de aeronaves a áreas remotas. A pista Lobo D’Almada, localizada na região de Iracema, foi a mais recente a ser inutilizada, com seus 400 metros de extensão.

Essa pista havia sido interditada anteriormente, mas foi reativada por criminosos que cobriram as crateras com terra e madeira. Os militares consideraram essa área um alvo de alto impacto devido à intensa presença de garimpeiros. A localização da pista, a cerca de 82 quilômetros da fronteira com a Venezuela, a tornava estratégica para o garimpo ilegal.

Mapeamento e monitoramento das pistas

O mapeamento das pistas clandestinas é realizado por meio de tecnologia avançada, incluindo monitoramento por satélite e sobrevoos frequentes. O trabalho de inteligência também é crucial para identificar as rotas utilizadas pelos garimpeiros. Além da pista Lobo D’Almada, foram mapeadas outras três pistas que fazem conexão com a Venezuela: Dicão, Capixaba e Pupunha.

Destruição com explosivos

Para a destruição da pista Lobo D’Almada, foram utilizados 350 quilos de explosivos. Esses materiais foram colocados em fornilhos, buracos escavados no solo, e detonados em uma operação que exigiu 13 horas e 40 minutos de voo. Essa logística envolveu três helicópteros militares, demonstrando a complexidade e a seriedade da operação.

Reativação de pistas e desafios enfrentados

As Forças Armadas se referem à inutilização das pistas como “interdição”, reconhecendo que os garimpeiros podem tentar reativá-las. A inteligência da operação identificou pelo menos oito tentativas de reativação em áreas críticas. A vasta extensão da floresta Yanomami, maior que o território de Portugal, complica as ações de repressão.

Um militar envolvido na operação destacou que, apesar da redução significativa da atividade de garimpo, esta ainda persiste de forma camuflada. Além disso, o Centro Gestor e Operacional do Sistema de Proteção da Amazônia (Censipam) identificou mais de 30 estradas vicinais fora do território indígena que estão sendo utilizadas como pistas improvisadas para acessar a região clandestinamente.

Impacto da operação na crise humanitária

A operação Catrimani II, que começou em abril, é uma continuidade da Catrimani I, que focou em ajuda humanitária aos indígenas Yanomami. A atual fase visa remover garimpeiros do território e destruir a logística de suas atividades ilegais. Sob a coordenação do Comando Operacional Conjunto, a missão envolve diversas forças de segurança pública e agências governamentais.

Apesar dos avanços, o diretor da Casa de Governo em Roraima, Nilton Tubino, reconheceu que ainda não é possível passar para uma fase de monitoramento apenas. A repressão continua sendo necessária para alcançar uma redução total das atividades ilegais. Todas essas ações são parte de uma força-tarefa do governo federal criada para enfrentar a crise humanitária e o garimpo ilegal na Terra Yanomami.

Para mais informações sobre a situação na Terra Yanomami, acesse Em Foco Hoje. Além disso, você pode consultar dados e relatórios sobre a Amazônia no site do Ministério do Meio Ambiente.

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Em Foco Hoje Redação
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