A pesca do mapará é uma tradição que mobiliza diversas comunidades no Pará. Recentemente, a temporada para a captura desse peixe foi oficialmente reaberta, trazendo alegria e expectativa para os pescadores da região.
Pesca do mapará reaberta no Baixo Tocantins
No último domingo, a pesca do mapará foi liberada após um período de defeso, que durou quatro meses. Este intervalo é essencial para a proteção da espécie, garantindo sua reprodução. A reabertura trouxe um alívio e um motivo de celebração para muitas comunidades em Cametá e em outras cidades do Pará.
Preparativos para a captura do mapará
Os pescadores se preparam com entusiasmo para o início da nova temporada. Em Cametá, as atividades começaram antes do amanhecer, com a técnica de ‘borqueio’ sendo uma das mais utilizadas. Essa abordagem consiste em cercar os cardumes de mapará, e a expectativa é sempre alta entre os pescadores.
Lucas Fernandes, secretário de meio ambiente de Cametá, comentou sobre a melhoria na fiscalização, que resultou em uma redução significativa nas denúncias relacionadas à pesca irregular. Com apenas duas denúncias este ano, o trabalho realizado foi considerado eficaz, e todos esperam que a natureza retribua com uma boa colheita.
A tradição do borqueio
Em Cametá, mais de 60 acordos de pesca garantem que a prática do borqueio seja realizada de forma organizada. No primeiro dia de pesca, as comunidades conseguiram capturar mais de 150 toneladas de mapará. A cidade, com cerca de 150 mil habitantes, abriga 40 mil pessoas que vivem em 250 comunidades ribeirinhas.
A técnica de pesca no Rio Pindobal, que faz divisa entre Cametá e Igarapé-Miri, exige paciência e estratégia. Apenas canoas são permitidas na água para não assustar os peixes. Os pescadores, conhecidos como ‘taleiros’, utilizam bastões para localizar os cardumes antes de lançar as redes.
Desafios e riscos da pesca
Os mergulhadores desempenham um papel crucial nesse processo, mergulhando a profundidades que podem ultrapassar 10 metros para garantir que as redes estejam bem posicionadas e livres de obstáculos. José Gonçalves, um mergulhador experiente, destacou os riscos envolvidos nessa atividade, onde a segurança deve ser sempre priorizada.
Festa e fartura nas comunidades
Com o cerco montado, a captura do mapará transforma o rio em um espetáculo vibrante. Pescadores, ribeirinhos e turistas se juntam em busca de um lugar para vivenciar essa tradição. A pesca é uma atividade que passa de geração para geração, envolvendo toda a família.
A cada borqueio, em média, são capturadas cerca de 10 toneladas de mapará. A celebração da colheita é marcada por churrasqueiras improvisadas nos barcos, onde o peixe fresco é assado e saboreado com acompanhamentos típicos da região.
Impacto econômico da pesca do mapará
Do ponto de vista econômico, a pesca do mapará é fundamental para a subsistência das comunidades locais. Norberto Lima, um dos pescadores, explicou que a renda é dividida entre os pescadores e a comunidade, garantindo que todos se beneficiem da atividade.
Com a temporada se estendendo até novembro, as expectativas são de que as comunidades continuem a prosperar, com a pesca do mapará contribuindo para a economia local. A alegria e a fartura são palpáveis entre os pescadores, que celebram a abundância do peixe mais famoso do Baixo Tocantins.
Perguntas frequentes
Qual é a importância da pesca do mapará?
A pesca do mapará é uma importante atividade econômica e cultural para as comunidades do Pará.
Como é feita a técnica de borqueio?
A técnica de borqueio envolve cercar os cardumes de mapará utilizando canoas e redes.
Quais são os riscos envolvidos na pesca do mapará?
Os mergulhadores enfrentam riscos ao mergulhar para ajustar as redes, sendo fundamental a segurança durante a atividade.
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Para mais informações sobre a pesca e suas regulamentações, você pode acessar o site do ICMBio. Para mais conteúdos sobre o Pará, confira Em Foco Hoje.



