18 plantas com folhas gigantes e dicas para usá-las na decoração

Descubra como as plantas com folhas gigantes podem transformar sua casa, trazendo volume e beleza aos ambientes.

18 plantas com folhas gigantes e ideias para usá-las na decoração

Os pequenos vasos nas prateleiras estão sendo substituídos por uma tendência marcante: as folhas grandes. Essa ideia se consolidou tanto no paisagismo quanto no design de interiores, através de verdadeiras esculturas vivas que dão volume, textura e leveza ao espaço. Sem dúvida, o uso de plantas de grande porte pode mudar completamente a atmosfera de um lar. “As plantas de folhas grandes são aquelas cujas folhagens se destacam pelo tamanho, formato escultural e presença visual marcante. Mais do que a altura da planta, é a dimensão e o desenho das folhas que criam impacto. Elas atuam quase como uma obra de arte natural nos ambientes”, explica Maira Duarte, paisagista do Horto Girassol. A busca por um maior contato com a natureza explica a popularidade atual desse estilo. “Com a valorização do design biofílico, as plantas passaram a ter um papel essencial, proporcionando uma sensação de bem-estar, frescor e acolhimento, além de embelezar os espaços com elegância e personalidade”, complementa.

Os móveis da moradora também estão presentes na área externa, formando um espaço de contemplação e descanso ao lado do verde. As espécies incluem medinila, filodendro ondulado, ravenala, congéia, neomarica e alpínia.

O visual exuberante também possui uma rica herança cultural. “O uso de folhas grandes no paisagismo está fortemente ligado aos jardins tropicais. Além de conferirem identidade e exuberância aos espaços, criam composições impactantes, reforçando a sensação de conexão com a natureza”, acrescenta a paisagista Letícia Bononi.

O que avaliar antes de escolher uma folhagem gigante?

Optar por uma planta de folhas grandes é uma estratégia para transformar qualquer espaço, mas o sucesso do cultivo começa antes mesmo da aquisição. “É essencial levar em conta as condições do ambiente, como clima, incidência solar, disponibilidade de luz natural e as dimensões do espaço. Esses fatores são determinantes para o desenvolvimento da planta e sua adaptação ao projeto”, acredita Letícia.

A análise estrutural deve ser seguida pela observação da anatomia dessas espécies. Ao contrário do que muitos pensam, folhas grandes não significam necessariamente mais trabalho. “O nível de manutenção depende muito mais da espécie do que do tamanho da planta. Muitas plantas de folhas grandes são bastante resistentes e requerem apenas regas adequadas, boa iluminação e limpeza regular das folhas, que acumulam poeira com mais facilidade”, explica Maira.

Na entrada da casa, estão a dracena arbórea, maranta-charuto e guaimbê.

Folhas gigantes dentro de casa

Canteiros tropicais com strelitzias, arecas triandras, helicônias, filodendros ondulados e costelas-de-adão trazem o clima de praia desejado pela moradora.

Muitas pessoas hesitam em investir em folhagens mais imponentes por receio do tamanho, mas o manejo em ambientes internos é totalmente viável. “O segredo está em escolher a espécie certa e posicioná-la adequadamente. Mesmo em apartamentos pequenos, uma única planta de destaque pode criar um ponto focal sem comprometer a circulação”, assegura Maira. Contudo, é importante lembrar que o ambiente influencia diretamente no porte final da folhagem. Sobre essa transformação, Letícia ressalta que “as folhas, porte e vigor tendem a se adaptar às características do espaço onde estão. No paisagismo, entender essa relação entre a espécie e o local é fundamental”.

Como usar folhas grandes sem sobrecarregar o ambiente?

Na varanda, ao lado da luminária de piso, a planta antúrio plowmanii (‘Anthurium plowmanii’) adquire ares de escultura viva.

Antes de pensar na estética, o planejamento técnico das dimensões do local é imprescindível. “Considerar o tamanho do espaço e conhecer o crescimento da espécie é fundamental para garantir a estética e a funcionalidade”, afirma Letícia. Maira sugere focar no minimalismo e no posicionamento estratégico para compor o visual: “O ideal é trabalhar com menor quantidade e mais destaque. Em vez de espalhar várias plantas grandes pelo ambiente, uma ou duas espécies bem posicionadas costumam gerar um efeito muito mais sofisticado. A circulação também precisa ser preservada para que a planta valorize o espaço, e não se torne um obstáculo”.

Definido o espaço, a disposição prática das plantas varia conforme a proposta do ambiente. “Em áreas internas, plantas de folhas largas funcionam muito bem em vasos, sozinhas ou em combinação com outras espécies. Já em jardins, plantadas diretamente no solo, permitem criar volumes exuberantes, combinando espécies de maior porte ao fundo com forrações rasteiras em primeiro plano”, sugere Letícia. Para complementar essa organização visual, Maira destaca a importância do jogo de proporções: “Uma planta de grande porte sozinha cria um efeito escultural e sofisticado, tornando-se um ponto focal do ambiente. Já a composição com plantas menores cria diferentes camadas de textura, altura e volume, deixando o conjunto mais natural e dinâmico. O interessante é equilibrar folhas grandes com folhagens mais delicadas, evitando que todas tenham o mesmo porte e formato”.

Se você deseja transformar a atmosfera da sua casa ou jardim com personalidade e frescor, confira a seleção de espécies com folhagens enormes:

  • Costela-de-adão (Monstera deliciosa): Quando cultivada em condições ideais, uma única folha pode chegar a 90 cm de comprimento.
  • Orelha-de-elefante (Alocasia macrorrhiza): Suas folhas podem atingir até 1,5 m e possuem um formato de seta imponente.
  • Guaimbê (Thaumatophyllum bipinnatifidum): Suas folhas são consideradas obras de arte da flora brasileira, variando de 60 cm a 1 m de extensão.
  • Vitória-régia (Victoria amazonica): Folhas flutuantes que podem chegar a 2,5 m de diâmetro.
  • Filodendro-da-Amazônia (Philodendron melinonii): Folhas triangulares que podem alcançar até 80 cm de comprimento.
  • Filodendro-gigante (Philodendron giganteum): Conhecido por suas folhas que podem ultrapassar 1 m de comprimento.
  • Filodendro-wilsoni (Philodendron wilsonii): Possui folhas de até 1,20 m com recortes dramáticos.
  • Filodendro-ondulado (Thaumatophyllum undulatum): Caracteriza-se por folhas longas e onduladas de 50 cm a 70 cm.
  • Ave-do-paraíso-gigante (Strelitzia augusta): Folhas que podem chegar a 2 m de comprimento.
  • Palmeira-leque (Licuala grandis): Folhas circulares que podem passar de 1,5 m de comprimento.
  • Bananeira-de-jardim (Musa ornata): Folhas que variam de 1 a 1,80 m de comprimento.
  • Ravenala (Ravenala madagascariensis): Folhas monumentais de 1,5 a 3 m de comprimento.
  • Taioba (Xanthosoma sagittifolium): Folhas que podem ultrapassar 1 m de comprimento.
  • Antúrio-gigante (Anthurium plowmanii): Folhas que alcançam de 60 cm a mais de 1 m.
  • Ciclanto (Cyclanthus bipartitus): Folhagens que medem de 60 cm a 90 cm.
  • Maranta charuto (Calathea lutea): Folhas que podem chegar a 1,5 m de altura.
  • Antúrio-cobra (Anthurium salvinii): Folhas que podem ultrapassar 1,5 m de comprimento.
  • Lírio-da-paz-gigante (Spathiphyllum ‘Sensation’): Folhas que podem atingir até 90 cm de comprimento.

A seguir, confira mais 34 projetos com algumas das espécies citadas para se inspirar e decorar a casa: Uma jabuticabeira e exemplares de ficus, guaimbê e costela-de-adão dão vida ao canto verde da área gourmet integrada. Esse cenário natural é emoldurado pelo piso e revestimento em basalto cinza levigado, complementado por vasos e centro de mesa da Dpot Objeto. Ravenala, costela-de-adão e liríope verde compõem o jardim externo visto através das esquadrias de vidro. No living, vasos da Vasap com costela-de-adão, filodendro, guaimbê e begônia. Nesta sala de estar e TV, vasos com pleomele e costela-de-adão fazem parte do paisagismo. Entre as plantas, à esquerda, a mais alta é ‘Ficus lyrata’, rodeada por costela-de-adão, ao fundo, e ‘Philodendron giganteum’, à frente. Ao lado do sofá, costela-de-adão, guaimbê e helicônia marcam este living integrado. Pórticos metálicos no tom chumbo emolduram as esquadrias do living e mantêm diálogo com as jardineiras em alumínio pintado, onde se destacam as plantas maranta charuto, pacová, clúsia, palmeira-chamedórea, guaimbê, costela-de-adão e ficus-lirata. O verde do Horto Girassol invade o living com a composição verticalizada da palmeira licuala, do pacová e da costela-de-adão. A jardineira construída em alvenaria e revestida com azulejos brancos abriga costela-de-adão, filodendro-ondulado, jiboia e dracena. O paisagismo confere beleza e privacidade a casa em condomínio fechado no Rio de Janeiro. Na foto, orelha-de-elefante, columéia e filodendro ondulado. Com base fixa, a poltrona Astúrias, do Atelier Carlos Motta, é rodeada de plantas como maranta charuto, guaimbê, jabuticabeira e xanadu. Preservando espécies tropicais com folhagens variadas, as espécies escolhidas para o jardim foram a costela-de-adão, orelha-de-elefante, ondulado e guaimbê. A planta da espécie guaimbê pontua o living, onde uma abertura circular conecta a área social ao pavimento térreo e revela a escada para o segundo andar. As espécies palmeira leque e pau-d’água, plantadas nos vasos de barro da Vasap, ficam próximas à poltrona de bambuzinho da Affriká Design, emoldurando o espaço que conta com a parede de tijolos de gesso executada pela M3D Gesso. O espaço central organiza a casa e serve de ponte com a paisagem. Algumas espécies, ao centro, incluem bromélias odorata e imperial, cana-da-índia e taioba. Rente ao muro, alpínia branca. A jabuticabeira existente no terreno foi mantida e ganhou forração de pacová. No canteiro lateral da piscina, filodendro-ondulado. As plantas ciclanto e guaimbê trazem frescor ao ambiente ao se posicionarem ao lado do aparador de bebidas do bar com o par de vasos de cerâmica da Casa Ocre e do painel ripado ao fundo com acabamento em laca branca, ambos executados pela Tudel Marcenaria. Neste banheiro, o verde se faz presente com o jardim interno, onde a espécie ciclanto é o destaque do paisagismo. O vaso de helicônia ravenala com forração em barbas de serpente, posicionado ao lado do sofá da Dunelli, traz um toque de frescor ao canto do ambiente sobre o colorido tapete Tietê, desenhado por Ricardo Abreu para a By Kamy Verde. O paisagismo com maranta charuto, filodendro e guaimbê sob o piso de cerâmica da Delfavero. Vasos com maranta charuto, palmeira, orelha-de-elefante, ficus lyrata e cacto compõem o paisagismo que acompanha a poltrona Gorila, do designer Philipe Fonseca, posicionada na antiga área da varanda com vista para o mar para atender a um desejo da moradora. Guaimbé, filodendro-ondulado e imbé-roxo às margens do lago ganham a companhia de plantas aquáticas, como ninfeia, vitória-régia e papiro-brasileiro. No corredor lateral, o paisagismo traz palmeira-pinanga, orelha-de-elefante, filodendro-ondulado e maranta charuto. Próximo à piscina, filodendro-da-amazônia e ondulado, guaimbê, antúrio amazônico, maranta-charuto, neomarica e costus. O canteiro da piscina destaca, em seus três níveis de paisagismo, as espécies açaí, maranta-charuto, filodendro-da-Amazônia, areca-triandra e ravenala. Da esq. para a dir., filodendro-melinoni, barba-de-serpente, lírio-da-paz-gigante, filodendro-rasteiro e hera-estrela. Entre as plantas e o piso de mosaico português, repare no caminho de águas que corre pelo jardim, ligando os andares. O cantinho verde traz um espaço de descanso com parede de ‘Philodendron wilsonii’ e ‘Ptychosperma macarthurii’. Filodendro-ondulado, guaimbê, bambu, maranta-charuto, strelizia-alba e filodendro-coração compõem o paredão verde deste projeto. A continuidade do pátio com maranta-charuto, palmeira-carpentária e costela-de-adão. À esquerda, na varanda, o sofá Rain, da Wooding, é emoldurado pelo jardim com espécies como jasmim-manga, ‘Strelitzia augusta’ e guaimbê sobre o piso de porcelanato da linha Connection Silver, da Biancogres. O caminho de granito rústico amarelo, da Margrape, é rodeado por plantas, como renda portuguesa, guaimbê e ‘Strelitzia augusta’. Ao fundo, o paisagismo traz espécies tropicais, como plátamo, guaimbê, ‘Strelitzia augusta’, ravenala, helicônia e filodendro ondulado.

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Em Foco Hoje Redação
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