O preço do café tem gerado preocupações entre consumidores e produtores. As expectativas para 2026 indicam que a colheita deste ano pode trazer alívio aos preços, mas fatores climáticos adversos podem complicar a situação.
Expectativas para o preço do café
Nos últimos 12 meses, o preço do café moído apresentou um aumento de 0,54% ao consumidor. Embora a inflação tenha desacelerado, os preços continuam elevados nas prateleiras. A previsão é que o Brasil colha uma safra maior de café, o que poderia ajudar a controlar a inflação ao longo de 2026.
Impactos da colheita na inflação
Apesar das expectativas de uma safra recorde, economistas alertam que o preço do café não deve retornar aos níveis de anos anteriores. Em 2020, o quilo do café tradicional custava em média R$ 16,45. Atualmente, o mesmo produto é vendido por cerca de R$ 63,69, segundo a Associação Brasileira da Indústria de Café (Abic).
A queda no preço pago ao produtor pela saca de café começou no ano passado, em resposta à expectativa de aumento na produção. Contudo, as tarifas impostas anteriormente impactaram as cotações, que só recuaram após a retirada das taxas.
Desafios climáticos para a produção
Embora a colheita de café no Brasil ocorra entre maio e julho, a previsão de problemas climáticos no segundo semestre levanta preocupações. O analista Gil Barabach, do Safras & Mercado, comenta que a continuidade da queda de preços dependerá da recomposição da produção e dos estoques. A expectativa é de que o Brasil colha 75,6 milhões de sacas de 60 quilos nesta temporada, um número otimista em comparação com a previsão da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), que estima 66,2 milhões de sacas.
O ciclo da bienalidade e suas implicações
A produção de café segue um ciclo conhecido como bienalidade. Após um ano de safra cheia, é comum que o seguinte apresente menor produção, pois a planta precisa se recuperar. Mesmo com a expectativa de uma boa colheita em 2026, problemas climáticos podem afetar as safras futuras.
O impacto da inflação nos preços do café
André Braz, economista do FGV Ibre, menciona que a inflação acumulada entre 2020 e 2026 diminuiu o poder de compra da população. Isso significa que, mesmo que o mercado se estabilize, é improvável que o preço do café volte ao mesmo patamar de anos anteriores. A recuperação dos estoques e a melhora no abastecimento em outros países produtores também são essenciais para uma queda consistente nos preços.
Previsões climáticas e suas consequências
A previsão de um El Niño forte para 2026, conforme um relatório do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden), pode afetar a produção de café. Este fenômeno altera o volume e a distribuição das chuvas, impactando diretamente o desenvolvimento das lavouras.
Por isso, é importante que os consumidores estejam cientes de que, apesar das expectativas de uma colheita maior, os desafios climáticos podem impedir grandes alívios nos preços. Para mais informações sobre o impacto das condições climáticas na agricultura, você pode acessar o site da Organização Meteorológica Mundial.
Além disso, para acompanhar as atualizações sobre o mercado de café, visite Em Foco Hoje. O cenário do preço do café continua a ser uma questão de grande relevância, tanto para os consumidores quanto para os produtores.



