A greve dos profissionais da educação em Curitiba, que teve início na manhã de quarta-feira, foi suspensa após um acordo com a prefeitura. A decisão foi tomada durante uma assembleia realizada pelo Sindicato dos Servidores do Magistério Municipal de Curitiba (Sismmac) e o Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Curitiba (Sismuc) na noite do dia 8.
As aulas nas escolas e Centros Municipais de Educação Infantil (CMEIs) devem ser retomadas na manhã de quinta-feira, dia 9. A suspensão da greve foi decidida após uma reunião entre representantes dos professores e a administração municipal, onde foram discutidas as reivindicações da categoria.
Profissionais Educação Curitiba e suas reivindicações
Os profissionais da educação apresentaram várias demandas que motivaram a paralisação. Entre as principais reivindicações estavam:
- Falta de profissionais nas escolas, resultando em sobrecarga e adoecimento dos docentes;
- Necessidade de apoio para inclusão, com a ausência de profissionais especializados e turmas superlotadas;
- Desorganização no início do ano letivo, com orientações improvisadas e aulas fora da área de formação dos professores;
- Problemas estruturais nas escolas, como obras inacabadas e uso de espaços improvisados;
- Falhas na instalação de ar-condicionado, com equipamentos que não funcionam ou oferecem riscos;
- Desvalorização profissional, com falta de reconhecimento para professores com especialização, mestrado e doutorado.
A coordenadora-geral do Sismuc, Juliana Mildemberg, enfatizou que a greve foi suspensa, mas não encerrada. Ela alertou que a paralisação pode ser retomada caso a prefeitura não cumpra os compromissos acordados. As lideranças sindicais destacaram a importância do cumprimento das promessas feitas durante as negociações.
Impacto da greve nas escolas
Durante a greve, algumas escolas e CMEIs interromperam as aulas. O Sismuc informou que 216 CMEIs participaram da paralisação. No entanto, o secretário municipal de educação, Paulo Schmidt, afirmou que cerca de 95% das unidades educacionais continuaram atendendo os alunos, apesar da greve.
Os profissionais da educação se concentraram na Praça 19 de Dezembro, no centro de Curitiba, e marcharam em direção à prefeitura, demonstrando a força da categoria na busca por melhorias nas condições de trabalho e ensino.
Decisões judiciais sobre a greve
O Tribunal de Justiça do Paraná (TJ-PR) havia considerado a greve como ilegal. Em uma liminar, o desembargador Ramon de Medeiros Nogueira classificou a paralisação como abusiva e impôs uma multa diária ao Sismmac, caso o movimento fosse iniciado. Além disso, determinou que os salários dos servidores que participassem da greve seriam descontados.
Uma segunda liminar, assinada pelo desembargador Coimbra de Moura, proibiu o Sismuc de iniciar a paralisação e de impedir o acesso de servidores e usuários às unidades educacionais. O descumprimento dessa decisão acarretaria em uma multa diária.
Posição da prefeitura sobre a situação
A Prefeitura de Curitiba, em nota, afirmou que as escolas e CMEIs deveriam manter atendimento normal. A administração municipal destacou que o diálogo com os sindicatos continua aberto e mencionou a contratação de cerca de 1.200 profissionais para a rede de ensino. Além disso, a prefeitura ressaltou os avanços na carreira dos servidores, como progressões e atualizações salariais nos últimos anos.
De acordo com a nota da prefeitura, essas ações visam ampliar as oportunidades de crescimento para os profissionais da educação. O aumento no vale-alimentação e a possibilidade de ciclos de crescimento maiores foram mencionados como parte das melhorias propostas.
O retorno das aulas representa um passo importante para a normalização do ambiente escolar e para os alunos que dependem da educação pública. A situação dos profissionais da educação em Curitiba continua sendo um tema relevante, e a categoria permanece atenta às ações da prefeitura.
Para mais informações sobre a educação em Curitiba, acesse Em Foco Hoje. Além disso, você pode conferir detalhes sobre a legislação educacional no site do governo.



