O protesto por mortes de crianças em hospitais, tanto públicos quanto privados, tem ganhado destaque em Manaus. Famílias que perderam seus filhos buscam justiça e responsabilização dos profissionais de saúde envolvidos. Este clamor por respostas e ações efetivas se intensificou com a realização de uma manifestação na última segunda-feira.
Na Zona Centro-Sul de Manaus, mães que enfrentaram a dor da perda se reuniram em frente à Secretaria de Estado da Saúde (SES-AM). Elas exigem agilidade nas investigações e a responsabilização de médicos apontados por suposta negligência. O grupo foi recebido pelo secretário executivo da SES-AM, em uma reunião que não contou com a presença da imprensa.
Protesto por mortes crianças hospitais
Entre os relatos emocionantes, destaca-se o de Joyce Xavier, mãe de Benício, que faleceu durante um procedimento no Hospital Santa Júlia. O caso, que ocorreu em novembro, ainda aguarda a conclusão do inquérito, que depende do laudo do Instituto Médico Legal (IML). Joyce expressou sua frustração: “Já são quatro meses de espera. Imploramos para que o laudo seja finalizado e o caso siga para a Justiça. Perdemos nossos filhos por indiferença e descaso.”
Outro caso que chamou atenção foi o de Antônio, um bebê de apenas dois meses que faleceu após ser atendido três vezes no Hospital Infantil Joãozinho. Sua mãe, Markele, relatou que o atendimento foi inadequado e que, apesar de seus apelos por ajuda, o bebê não recebeu a assistência necessária. “Eu gritava pedindo ajuda, mas não quiseram salvar a vida do meu filho”, desabafou.
Demandas por justiça e mudanças
Lisandra Vitória, mãe de Alice, também fez parte do protesto. Alice faleceu em novembro no Hospital da Criança da Compensa, e Lisandra relatou falhas graves no atendimento. “Minha filha estava em estado grave e a médica disse que não viria porque estava cansada. Eu pedi de todas as formas, mas não fui atendida”, contou. Ela ainda lembrou de Isadora, que morreu em 2023 no mesmo hospital, afirmando: “Se tivesse havido justiça, minha filha não teria falecido. A equipe médica se repete.”
A audiência pública marcada para esta terça-feira, às 13h, na Câmara Municipal de Manaus, no bairro Santo Agostinho, será um espaço para discutir essas denúncias e cobrar providências das autoridades. As mães esperam que essa reunião traga à tona as falhas no sistema de saúde e que medidas sejam tomadas para evitar novas tragédias.
As famílias afetadas pretendem levar seus casos ao Tribunal de Justiça do Amazonas, buscando que as investigações avancem e que os responsáveis sejam punidos. A luta por justiça é uma prioridade para essas mães, que desejam que outros não passem pela mesma dor.
Além disso, o impacto emocional e social dessas perdas é profundo. A comunidade se mobiliza, e o apoio a essas famílias é fundamental para que se sintam amparadas em sua busca por justiça. O protesto destaca a necessidade urgente de melhorias nos serviços de saúde, tanto públicos quanto privados, para garantir que tragédias como essas não se repitam.
Para mais informações sobre saúde e direitos, você pode acessar este link. É essencial que a sociedade se una em torno dessas questões para promover mudanças significativas.
Além disso, é importante que as autoridades de saúde considerem as reivindicações e busquem soluções efetivas. O clamor por justiça e melhorias no atendimento médico é um apelo que não pode ser ignorado, e a responsabilidade deve ser cobrada de forma contundente.
O protesto por mortes de crianças em hospitais é um reflexo da indignação da sociedade e uma chamada à ação. A esperança é que as vozes dessas mães sejam ouvidas e que mudanças concretas ocorram no sistema de saúde.
Para mais detalhes sobre a saúde pública no Brasil, você pode consultar informações em site do Ministério da Saúde.



