Justiça autoriza quebra de sigilo bancário de policial acusado de homicídio

A Justiça de Alagoas autorizou a quebra de sigilo bancário do policial Gildate Goes, suspeito de matar dois colegas. Investigação busca motivação financeira.

Justiça autoriza quebra de sigilo bancário de policial acusado de matar colegas em AL

A Justiça de Alagoas deu sinal verde para a quebra dos sigilos bancário e financeiro do policial civil Gildate Goes Moraes Sobrinho, de 61 anos, que é acusado de assassinar os colegas Yago Gomes Pereira, de 33 anos, e Denivaldo Jardel Lira Moraes, de 47. O crime ocorreu em Delmiro Gouveia, no Sertão alagoano.

Yago e Denivaldo foram assassinados a tiros dentro de uma viatura da Polícia Civil, durante a madrugada de 20 de maio, quando voltavam de uma diligência com Gildate. De acordo com as investigações, o policial foi o responsável pelos disparos que resultaram na morte dos dois colegas. Ele foi detido algumas horas depois, em sua residência.

A decisão judicial determina a análise das contas de Gildate e de possíveis contas suspeitas associadas a ele. A quebra de sigilo abrange o período de três meses antes do crime e o mês subsequente.

Segundo a Justiça, essa medida visa identificar movimentações financeiras, transferências incomuns ou transações de valores altos. O intuito é descobrir se existiu alguma motivação econômica ou financeira para o duplo homicídio. O Banco Central deverá notificar as instituições financeiras com as quais Gildate teve relação no período em questão. Os dados que serão solicitados incluem: contas-correntes e poupanças, investimentos, cartões de crédito e outros produtos bancários em que ele figure como titular, cotitular, representante, responsável ou procurador.

As instituições também deverão detalhar a origem e o destino de saques, depósitos, cheques e transferências. As informações devem ser enviadas diretamente à 1ª Vara de Delmiro Gouveia em um prazo de 30 dias.

Na mesma decisão, a Justiça aceitou a denúncia apresentada pelo Ministério Público de Alagoas contra o policial por dois homicídios qualificados. A defesa terá um prazo de dez dias, após a citação, para apresentar sua resposta à acusação.

Relembre o caso: Yago Gomes e Denivaldo Jardel foram mortos a tiros dentro de uma viatura da Polícia Civil, na madrugada de 20 de maio, durante o retorno de uma diligência com Gildate. As investigações indicam que o policial foi quem disparou contra os colegas. Ele foi preso poucas horas depois, em sua residência. O g1 tenta entrar em contato com a defesa do policial para obter um posicionamento, mas não recebeu retorno até a última atualização desta reportagem.

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Em Foco Hoje Redação
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