Reflorestamento no Marajó mobiliza comunidades
Reflorestamento no Marajó é uma iniciativa que está ganhando força entre as comunidades ribeirinhas e quilombolas da região. Recentemente, essas comunidades iniciaram mutirões para recuperar áreas que sofreram com queimadas nos últimos anos. A ação começou em Portel e se estenderá para outros municípios, como Breves, Melgaço e Oeiras do Pará, ao longo dos meses de março e abril.
Espécies nativas a serem plantadas
Mais de 2.500 mudas de espécies nativas estão programadas para serem plantadas. Entre as espécies selecionadas estão o açaí, cacau, pracaxi e acapu, que são fundamentais para a biodiversidade local. Essa diversidade de plantas ajudará a restaurar o ecossistema afetado pelas queimadas.
Planejamento e formação das comunidades
De acordo com o Observatório do Marajó, a organização que coordena essa ação, o planejamento começou em 2025. As atividades incluem formações em agroecologia, elaboração de planos de ação comunitária e mapeamento de áreas para a implementação de sistemas agroflorestais. Essas formações são essenciais para capacitar as comunidades a lidar com os desafios ambientais que enfrentam.
Oficinas e troca de saberes
Os mutirões de reflorestamento não se limitam apenas ao plantio das mudas. Eles também incluem oficinas e a troca de saberes entre os participantes. Essa interação é fundamental para fortalecer a coletividade e promover o aprendizado mútuo. A gestora de projetos do Observatório do Marajó, Ediane Lima, destaca que os sistemas agroflorestais permitem a produção de alimentos já no primeiro ano.
Impacto social e econômico
O reflorestamento no Marajó não é apenas uma questão ambiental, mas também social e econômica. A recuperação das áreas degradadas contribui para que as famílias colham alimentos seguros e criem novas fontes de renda. Além disso, a ação fortalece a comunidade, promovendo a união em torno de um objetivo comum.
Próximos passos e ações programadas
Após as atividades em Portel, as próximas ações estão agendadas para Breves, entre os dias 3 e 5 de março, em uma comunidade rural. Essa continuidade é vital para garantir que o trabalho de reflorestamento avance de forma eficaz e que mais áreas sejam recuperadas.
Perguntas frequentes
Qual é o objetivo dos mutirões de reflorestamento?
Os mutirões visam recuperar áreas afetadas por queimadas e promover a biodiversidade local.
Quantas mudas estão sendo plantadas?
Serão plantadas mais de 2.500 mudas de espécies nativas.
Como as comunidades estão se preparando para essas ações?
As comunidades estão participando de formações em agroecologia e planejamento de ação comunitária.
- Reflorestamento em cinco municípios
- Participação de 50 famílias
- Troca de saberes e oficinas
- Formação de brigadas comunitárias
Dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) indicam que Portel teve 4.565 focos de queimadas entre 2023 e 2025, enquanto Oeiras do Pará registrou 859 focos. Em Breves, a situação foi crítica, com mais de 20 dias consecutivos de fumaça. Além dos mutirões, cinco brigadas comunitárias de combate a incêndios florestais foram formadas desde 2020, visando fortalecer a capacidade de resposta das comunidades. Para mais informações sobre as queimadas e suas consequências, você pode visitar o site do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais e entender melhor o impacto ambiental na região.
Para acompanhar mais ações e iniciativas de reflorestamento, acesse Em Foco Hoje.



