O desempenho tático do Remo foi amplamente discutido após a derrota por 4 a 2 para o Red Bull Bragantino. O jogo ocorreu no Estádio Cícero de Souza Marques e fez parte da 12ª rodada do Brasileirão. A equipe, sob o comando de Léo Condé, apresentou um primeiro tempo competitivo, mas desmoronou na segunda etapa.
A estratégia inicial de Condé envolveu a formação de uma “dobradinha” no lado direito, com Matheus Alexandre na lateral e Marcelinho adiantado. O objetivo era neutralizar as investidas do Bragantino, especialmente as subidas de Capixaba, e ao mesmo tempo explorar os espaços deixados pelo adversário. No entanto, essa abordagem não se mostrou eficaz.
Remo Desempenho Tático e Vulnerabilidades
O primeiro gol do Bragantino, marcado por Isidro Pitta, ocorreu justamente na área onde o Remo tentava se proteger. Apesar da tentativa de dobrar a marcação, o time azulino continuou vulnerável, especialmente nas jogadas pelos flancos. O desempenho de Matheus Alexandre foi discreto, enquanto Marcelinho, embora tenha feito um gol, não conseguiu cumprir sua função defensiva.
Além disso, a decisão de substituir Alef Manga por Jajá visava aumentar a velocidade nas laterais. Jajá e Marcelinho tentaram acelerar o jogo com cruzamentos e passes longos, mas a precisão foi um grande problema. O Remo fez 69 tentativas de ligação direta, mas o aproveitamento foi baixo, com apenas 25% de acertos nos cruzamentos, e piorou ainda mais na segunda metade do jogo.
Impacto da Ausência de Leonel Picco
A ausência de Leonel Picco, considerado um dos melhores marcadores do time, levantou questionamentos sobre a formação escolhida por Condé. O meio-campo, composto por Zé Welison e Patrick, não conseguiu oferecer a proteção necessária, deixando muitos espaços. O Remo perdeu mais da metade dos duelos individuais, o que comprometeu ainda mais a sua estratégia defensiva.
No primeiro tempo, o jogo foi equilibrado. O Bragantino abriu o placar com um gol de Pitta, mas o Remo respondeu com um belo gol de Taliari, que aproveitou uma falha defensiva. O Massa Bruta voltou a ficar à frente, mas o Leão buscou o empate novamente, com Marcelinho finalizando após um cruzamento de Jajá.
Colapso no Segundo Tempo
O segundo tempo, no entanto, foi marcado por um colapso do Remo. A equipe voltou desconectada e, em poucos minutos, sofreu três grandes chances, das quais duas resultaram em gols. A partir desse momento, o jogo se tornou quase irreversível. O Bragantino finalizou oito vezes na segunda etapa, enquanto o Remo conseguiu apenas uma finalização.
O desgaste físico e a queda de intensidade foram evidentes. O Remo teve momentos de competitividade, mas não conseguiu manter o nível necessário ao longo dos 90 minutos. Essa situação é comum no Brasileirão, onde a falta de consistência pode ter consequências severas.
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