O retorno dos astronautas da Artemis 2 é um evento altamente aguardado, marcado por uma série de desafios e preparativos. A cápsula Orion, que transporta quatro astronautas, está programada para pousar no Oceano Pacífico, próximo a San Diego, nesta sexta-feira, por volta das 21 horas, horário de Brasília.
Após uma viagem que abrangeu a maior distância já percorrida por humanos, a missão Artemis 2 se aproxima de um dos momentos mais críticos: a reentrada na atmosfera terrestre. O piloto Victor Glover expressou sua ansiedade e reflexão sobre o retorno, afirmando que tem pensado na reentrada desde o início da missão.
Preparativos para o retorno dos astronautas Artemis 2
No último dia completo no espaço, a equipe começou a revisar os procedimentos necessários para a reentrada e o pouso. Eles também testaram suas roupas de compressão, que ajudam a minimizar os efeitos da gravidade ao retornarem à Terra.
A tripulação da Artemis 2 é composta por Christina Koch, Jeremy Hansen, Victor Glover e o comandante Reid Wiseman. A separação entre o módulo de serviço e a cápsula Orion ocorrerá cerca de 20 minutos antes de atingir a atmosfera superior.
Desafios da reentrada
Durante a reentrada, a cápsula terá que se posicionar corretamente para que seu escudo térmico suporte as altas temperaturas que se aproximam dos 2.700 °C. O professor Chris James, do Centro de Hipersônica da Universidade de Queensland, destacou a importância de um ângulo de entrada preciso, pois um erro pode resultar em consequências desastrosas.
O diretor de voo da Artemis 2, Rick Henfling, enfatizou que a cápsula atingirá a interface de entrada a uma altitude de 122 km, onde os astronautas começarão a sentir a intensidade da reentrada. A temperatura extrema e a velocidade de entrada na atmosfera farão com que a cápsula enfrente condições desafiadoras.
O processo de desaceleração
A velocidade inicial da cápsula será superior a 40 mil km/h, e para desacelerar, a Orion utilizará a resistência da atmosfera. O design da cápsula não é aerodinâmico, o que significa que ela funcionará como um “tijolo voador”, utilizando a força de arrasto para reduzir a velocidade.
Os astronautas sentirão uma força de gravidade considerável durante a descida, mas a entrada em um ângulo adequado permitirá que essa força seja reduzida. Assim, o tempo de descida será estendido, tornando a experiência mais segura para a tripulação.
Os paraquedas e o pouso
Após a desaceleração, a Orion abrirá dois paraquedas de desaceleração a aproximadamente 6,7 km de altitude, reduzindo a velocidade para cerca de 322 km/h. Os paraquedas principais serão ativados a 1,8 km, permitindo uma descida suave e controlada até atingir 32 km/h antes do impacto no Oceano Pacífico.
Uma equipe de resgate estará pronta para receber os astronautas assim que a cápsula pousar. O sistema de airbags será acionado para garantir que a cápsula fique na posição correta, permitindo a saída segura da tripulação.
Expectativas após o pouso
A vice-gerente do programa Orion, Debbie Korth, informou que a NASA espera resgatar a tripulação em até duas horas após o pouso. Os astronautas devem retornar à Base Naval de San Diego em até 24 horas, onde poderão finalmente pisar em terra firme e refletir sobre a experiência única que viveram.
Com a conclusão da missão, eles se juntarão a um seleto grupo de apenas 24 astronautas que já voaram ao redor da Lua. Chris James ressaltou que esta será a reentrada mais rápida de um ser humano na Terra nos últimos 50 anos, destacando a seriedade da NASA em garantir a segurança dos astronautas.
O retorno dos astronautas da Artemis 2 não é apenas uma realização técnica, mas também um marco na exploração espacial. Para mais informações sobre missões espaciais, você pode visitar nasa.gov. Para acompanhar mais notícias sobre ciência e tecnologia, acesse emfocohoje.com.br.



