Réus por morte de policial em Niterói também são acusados de clonagem de placa

Cinco homens são acusados pela morte do policial civil em Niterói e também pela clonagem de placa de um carro do interior de São Paulo.

Os réus por morte policial em Niterói estão também envolvidos em um caso de clonagem de placa de veículo. O crime, que resultou na morte do policial civil Carlos José Queirós Viana, ocorreu em outubro do ano passado e gerou grande repercussão na Região Metropolitana do Rio de Janeiro.

Cinco homens foram detidos e respondem a processos judiciais por suas ações. Eles são acusados de usar uma placa clonada de um carro de São José dos Campos, em São Paulo, para monitorar a vítima antes do assassinato. Todos os acusados negam as alegações feitas contra eles.

Réus por morte policial e clonagem de placa

As investigações realizadas pela Delegacia de Homicídios de Niterói, São Gonçalo e Itaboraí revelaram que um anúncio em um grupo de classificados no Facebook continha informações sobre um Onix Branco de 2015 à venda, incluindo a placa do veículo. Os suspeitos teriam adquirido um carro do mesmo modelo e realizado a clonagem da placa para vigiar Carlos José Queirós Viana, que residia em Piratininga, Niterói, onde foi assassinado.

A execução do policial aconteceu em frente à sua residência, o que gerou uma onda de indignação na comunidade local. As autoridades estão investigando a fundo as circunstâncias que cercam o crime, buscando entender a motivação dos réus e possíveis mandantes.

Investigação e prisões

Os cinco homens detidos são identificados como Fábio de Oliveira Ramos, Felipe Ramos Noronha, Mayck Júnior Pfister Pedro, Dênis da Silva Costa e José Gomes da Rocha Neto. Fábio e Felipe são policiais militares, e todos eles foram presos em flagrante após o crime. A polícia também encontrou armas que foram utilizadas em outros homicídios, ligando os réus a uma rede de crimes mais ampla.

As investigações indicam que as pistolas apreendidas com os primeiros três suspeitos foram utilizadas em outros assassinatos, incluindo o de Cristiano de Souza, um comerciante, e Antônio Gaspazianni Chaves, um proprietário de bar. A ligação entre esses crimes e a máfia dos cigarros ilegais no Rio de Janeiro está sendo investigada.

Clonagem de placas e evidências

A clonagem das placas foi confirmada por meio de imagens do sistema de monitoramento da Polícia Rodoviária Federal, que registraram o veículo original circulando em São José dos Campos, enquanto a placa clonada era utilizada em Niterói. Durante a tentativa de fuga, os réus incendiaram o Onix e tentaram se esconder em um Jeep Compass, onde foram capturados pela polícia.

Dentro do Jeep, foram encontradas placas clonadas e um objeto que seria usado para afundar as provas. A análise das placas levou à identificação de Dênis da Silva Costa, que teve suas digitais encontradas nas placas apreendidas.

Desdobramentos e defesa dos réus

As defesas dos réus afirmam que as acusações são infundadas. A defesa de José Gomes da Rocha Neto, conhecido como Kiko, argumenta que as ligações entre ele e Fábio não têm relação com o crime. Além disso, a defesa de Dênis da Silva Costa pede sua absolvição, alegando que as provas são insuficientes.

Os advogados de Fábio e Felipe também contestam as alegações, afirmando que seus clientes estavam em locais diferentes no momento do crime. A situação é complexa e as investigações continuam em andamento, com a polícia buscando entender todos os aspectos do caso.

Para mais informações sobre segurança pública e investigações criminais, você pode acessar Em Foco Hoje. Além disso, para compreender melhor sobre clonagem de placas e suas implicações legais, você pode visitar a página da Justiça e Segurança.

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Em Foco Hoje Redação
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