Reviver Centro moradias e os desafios enfrentados
Reviver Centro moradias é um programa que trouxe mais de 7 mil novas residências para o centro do Rio de Janeiro. Apesar do crescimento, moradores e comerciantes expressam preocupações sobre a infraestrutura e a segurança da área. As queixas mais frequentes incluem a carência de serviços essenciais, problemas na coleta de lixo e a dificuldade para carga e descarga.
Verônica Souza, uma das residentes, destaca as dificuldades que encontrou ao se mudar para um apartamento na Avenida Presidente Vargas. Ela menciona a falta de espaço adequado para carga e descarga, o que torna o processo de mudança complicado. “Não há lugar para parar, e a faixa é restrita a ônibus e táxis”, explica Verônica.
Problemas com coleta de lixo e serviços essenciais
A coleta de lixo é outro ponto crítico. A área não estava incluída na rota regular da Comlurb, o que gera transtornos para os moradores. Verônica reside no primeiro edifício residencial construído na região em quase oito décadas, com 360 apartamentos, dos quais 200 já foram entregues. A maioria das unidades está sendo utilizada para aluguel de temporada, o que intensifica a necessidade de serviços adequados.
O programa Reviver Centro foi aprovado em julho de 2021, visando estimular a moradia na região central. O projeto inclui tanto a construção de novos prédios quanto a conversão de imóveis comerciais em residenciais. Desde sua implementação, 66 imóveis receberam autorização para obras, totalizando 7.414 apartamentos em uma área que abrange quase 6 quilômetros quadrados, incluindo os bairros do Centro, Lapa, Santo Cristo, Gamboa e Saúde.
Demandas por segurança e infraestrutura
Quase cinco anos após o início do programa, os moradores afirmam que a infraestrutura ainda não acompanhou o crescimento populacional. Délio Arantes, síndico de um dos prédios, ressalta a escassez de serviços nas proximidades. “Temos um mercadinho no condomínio e uma farmácia pequena na esquina, mas falta uma padaria e uma cafeteria”, comenta.
Fábio Nahon, administrador que atua com aluguel de temporada, enfatiza que a segurança é a principal preocupação. Ele observa que tanto moradores quanto turistas sentem a falta de uma iluminação adequada e de policiamento efetivo, o que inibe o crescimento do comércio na área. “A falta de segurança é um fator que impede o desenvolvimento do comércio no Centro”, afirma.
Reuniões para discutir melhorias
O vereador Pedro Duarte, presidente da Comissão de Assuntos Urbanos da Câmara, se reuniu com síndicos, moradores e representantes do governo para discutir as necessidades da região. Ele destaca que o Centro passou a ter uma nova dinâmica, onde pessoas residem durante o fim de semana e precisam de segurança e organização no trânsito.
No prédio onde Verônica vive, uma grade que foi instalada para proteger uma obra ainda não foi removida, dificultando a travessia de pedestres. Para ela, é essencial que a região se consolide como um espaço residencial, e não apenas comercial.
A importância da adaptação urbana
Fernando Costa, arquiteto e urbanista, acredita que o momento é de adaptação. Ele enfatiza que as mudanças devem acompanhar o aumento da circulação de pessoas. “Tanto os moradores permanentes quanto os turistas precisam de acesso a comércio, limpeza urbana e cuidados com as calçadas e vias”, diz Costa. Ele acredita que, apesar dos desafios, os benefícios superam os obstáculos.
Perguntas frequentes
Quais são as principais queixas dos moradores do Reviver Centro?
As principais queixas incluem a falta de serviços básicos, problemas na coleta de lixo e questões de segurança.
Quantas moradias foram criadas pelo programa Reviver Centro?
O programa já viabilizou mais de 7 mil moradias na região central do Rio.
O que está sendo feito para melhorar a segurança na área?
A Polícia Militar está intensificando o policiamento em pontos estratégicos e realizando abordagens noturnas.
- Falta de serviços básicos
- Problemas com coleta de lixo
- Dificuldades para carga e descarga
- Preocupações com segurança
A Comlurb se comprometeu a visitar os pontos mencionados para dialogar com síndicos e porteiros. A Rioluz informou que reforçou a iluminação na Praça Mauá, mas não se manifestou sobre o restante da região. A CET-Rio está elaborando um estudo para atender às demandas de estacionamento. A Polícia Militar, por sua vez, assegura que mantém policiamento em áreas estratégicas e intensificou as ações de segurança.
Para mais informações sobre o projeto, acesse Em Foco Hoje. Para dados sobre segurança pública, consulte o site do Governo Federal.



