O Rio Envira em Feijó, no Acre, começou a apresentar uma redução em seu nível, saindo da cota de alerta. Essa mudança é um alívio para as famílias que foram impactadas pelas cheias e agora podem retornar para suas casas.
Rio Envira Feijó e a cota de alerta
Na última segunda-feira, o manancial estava abaixo da cota de alerta fixada em 11 metros. A Defesa Civil Municipal informou que a redução no nível do rio começou no último sábado, após um transbordo significativo que ocorreu na quinta-feira anterior. O rio atingiu 12,27 metros, superando a cota de transbordo estabelecida em 12 metros.
O coordenador da Defesa Civil de Feijó, major Adriano Souza, destacou que houve problemas com a régua de medição, o que dificultou a obtenção de dados atualizados sobre o nível do rio. Apesar disso, ele garantiu que a situação está sob controle e não há mais equipes de emergência em alerta.
Fase de normalização em Feijó
Com a diminuição das águas, a cidade de Feijó entra em uma fase de normalização. A Defesa Civil confirmou que não há registro de desabrigados neste momento. As famílias que foram afetadas pelas cheias estão começando a retornar para suas residências.
Três bairros da cidade e cerca de 12 comunidades indígenas, além de famílias ribeirinhas, foram impactados, totalizando aproximadamente 1,5 mil pessoas. Deste total, mil são indígenas, conforme informações da Secretaria Especial de Saúde Indígena (Sesai).
Impactos nas comunidades indígenas
Entre as comunidades ribeirinhas afetadas, a Aldeia Paroá-Central, que abriga a etnia Huni Kuin, sofreu perdas significativas. Os moradores relataram a perda de mais de 10 mil pés de banana devido à cheia em dezembro do ano anterior.
A Defesa Civil identificou várias localidades que foram atingidas, incluindo o Bairro do Hospital, Bairro Aristides, Bairro Terminal, além de comunidades como Estirão da Benção e Boa União. O impacto nas plantações e na vida das pessoas foi considerável.
Histórico de cheias do Rio Envira
O Rio Envira já havia transbordado duas vezes anteriormente, e a situação se agravou no final do ano passado. As cheias causaram estragos em várias plantações e afetaram a rotina das comunidades ribeirinhas.
Em dezembro do ano anterior, a água chegou a invadir áreas da Aldeia Paroá Central, resultando em danos significativos às plantações e à infraestrutura local. As imagens da época mostram a gravidade da situação, com campos de futebol e plantações submersos.
Preparação para futuras cheias
A Defesa Civil está atenta à possibilidade de novas cheias e continua monitorando a situação do Rio Envira. A prevenção e a preparação são essenciais para minimizar os impactos em futuras ocorrências.
As autoridades locais estão trabalhando para garantir que as comunidades estejam preparadas e que as necessidades das famílias afetadas sejam atendidas. Para mais informações sobre a situação em Feijó, acesse Em Foco Hoje.
Além disso, é importante acompanhar as orientações da Defesa Civil e estar ciente dos riscos associados às cheias. Para informações detalhadas sobre como se preparar para desastres naturais, você pode visitar o site da Defesa Civil.



