O São Paulo New Balance está em destaque no cenário esportivo, pois o clube se prepara para discutir a renovação de seu contrato com a fornecedora de material esportivo. O Conselho Deliberativo do clube se reunirá na próxima segunda-feira para deliberar sobre a proposta de ampliação do vínculo com a New Balance, que pode resultar em um acordo de até R$ 60 milhões por ano.
Renovação do contrato com New Balance
A diretoria do São Paulo já estabeleceu um acordo preliminar com a New Balance, que se estenderia até 2032. No entanto, a aprovação final depende do Conselho Deliberativo. A negociação foi conduzida pela equipe de marketing, sob a liderança do diretor Eduardo Toni, e já recebeu o aval do Conselho de Administração. O contrato atual foi assinado em dezembro de 2025, durante a gestão de Julio Casares.
Apesar do avanço nas negociações, alguns conselheiros expressaram preocupações em relação ao prazo do contrato e aos valores propostos, que consideram inferiores ao esperado. Existe até uma tentativa de adiar a votação para que haja mais discussão sobre o tema.
Proposta da Penalty
Além da New Balance, o São Paulo também recebeu uma proposta da Penalty, que busca retornar como fornecedora de uniformes do clube. A oferta da Penalty gira em torno de R$ 40 milhões anuais, incluindo luvas, com um pagamento inicial de R$ 14 milhões. Essa proposta visa proporcionar um alívio financeiro imediato ao clube.
Entretanto, a proposta da Penalty não inclui variáveis atreladas ao desempenho esportivo, o que resultaria em um valor anual efetivo de cerca de R$ 28 milhões. A Penalty também oferece bônus que podem chegar a R$ 9,8 milhões, superando o teto previsto pela New Balance.
Comparação entre as propostas
A diretoria do São Paulo está realizando uma análise minuciosa das propostas recebidas. Um dos pontos em discussão é o modelo de exploração comercial. A Penalty pretende assumir o controle das lojas físicas e do e-commerce do clube, o que poderia resultar em uma perda de receita anual estimada em R$ 2,5 milhões.
Por outro lado, a New Balance garante uma participação nas vendas, com um valor mínimo de R$ 15 milhões anuais, mesmo em cenários de baixa comercialização. Essa segurança financeira é um ponto forte para a proposta da atual fornecedora.
Impacto da marca New Balance
Internamente, a diretoria acredita que a New Balance traz um prestígio significativo ao clube. A marca, que opera no Brasil sob a gestão do Grupo Dass, possui uma vasta rede de distribuição, com mais de 4 mil pontos de venda no país e presença em mercados internacionais como Japão, Estados Unidos e Inglaterra.
O contrato em discussão também inclui uma cláusula de rescisão, que prevê uma multa decrescente ao longo da vigência do acordo. Essa multa começa em R$ 200 milhões e pode cair para R$ 50 milhões, dependendo do tempo de contrato restante.
Histórico de relação com a Penalty
A relação entre o São Paulo e a Penalty tem um histórico complicado. A empresa foi patrocinadora do clube entre 2013 e 2015, mas o contrato foi rescindido antecipadamente devido a atrasos nos pagamentos. Esse histórico é um fator que a diretoria considera ao avaliar a proposta atual da Penalty.
Embora as conversas com a Penalty ainda estejam em andamento, a expectativa é que o Conselho Deliberativo aprove o contrato com a New Balance. O acordo assinado em dezembro inclui uma cláusula que permite a anulação do vínculo caso não seja aprovado pelo Conselho, sem penalidades financeiras.
Para mais informações sobre o São Paulo e suas negociações, você pode acessar este link. Além disso, para entender mais sobre a história do São Paulo, confira a página da Wikipedia.



