O caso de Sara Freitas, cantora gospel brutalmente assassinada, ganhou novos desdobramentos com o início do julgamento de seu marido e outros dois homens acusados. O julgamento de Sara Freitas começou no dia 24, em um fórum localizado em Dias D’Ávila, na Região Metropolitana de Salvador. Os réus, Ederlan Santos Mariano, Weslen Pablo Correia de Jesus e Victor Gabriel Oliveira Neves, enfrentam acusações de feminicídio, ocultação de cadáver e associação criminosa.
O tribunal estava inicialmente marcado para novembro, mas foi adiado devido a uma situação em que os advogados dos réus abandonaram o fórum, alegando falta de segurança e infraestrutura. A Justiça considerou essa atitude ilegal, remarcando a audiência para o mesmo local, o Fórum Desembargador Gerson Pereira dos Santos.
Sara Freitas e o crime
Sara Freitas foi assassinada em 24 de outubro. Em abril de 2025, um quarto acusado, o ex-motorista de aplicativo Gideão Duarte de Lima, foi condenado a 20 anos e 4 meses de prisão por sua participação no crime, sendo ele o responsável por levar a cantora ao local onde foi morta. Durante o julgamento de Gideão, os outros três réus aguardavam a definição de seus processos.
O papel de cada acusado
As investigações, conduzidas pelo delegado Euvaldo Costa, revelaram a função de cada um dos acusados no crime:
- Ederlan Mariano, marido da vítima, foi apontado como o mandante.
- Victor Gabriel segurou a cantora durante o ataque.
- Weslen Pablo, conhecido como Bispo Zadoque, foi o executor que esfaqueou Sara.
O Ministério Público da Bahia sustenta que o crime foi cometido com motivos torpes e de forma cruel, impossibilitando a defesa da vítima. Durante uma acareação na delegacia, os réus admitiram ter dividido R$ 2 mil, quantia paga por Ederlan para a execução do crime. O montante foi distribuído da seguinte forma:
- R$ 900 para Weslen Pablo, executor e responsável pela ocultação do corpo.
- R$ 500 para Victor Gabriel, que ajudou a segurar Sara.
- R$ 400 para Gideão, que transportou a vítima e os executores.
- R$ 200 para um homem conhecido como ‘cantor Davi Oliveira’, que, embora ciente do plano, não participou do crime.
Desdobramentos do caso
O primeiro a ser preso foi Ederlan, no dia 28 de outubro. O Bispo Zadoque, que era próximo de Sara, foi detido em 14 de novembro, e Gideão e Victor Gabriel foram presos no mesmo dia, 15 de novembro. Todos tiveram suas detenções mantidas pela Justiça após audiência de custódia.
Sara Freitas foi encontrada morta em 27 de outubro, às margens da BA-093, após ficar desaparecida por quatro dias. A cantora havia saído de casa em Valéria, Salvador, com destino a um encontro em uma igreja. Ela havia postado nas redes sociais que estava a caminho de Dias D’Ávila.
Contexto familiar e social
A família de Sara Freitas pediu que a imprensa não a referisse mais pelo sobrenome do marido, Ederlan, em virtude de sua ligação com o crime. Relatos indicam que Ederlan era agressivo e que a cantora planejava deixar o relacionamento. Sua mãe revelou que, pouco antes de seu assassinato, Sara havia mencionado ter algo importante a revelar.
O caso de Sara Freitas não é apenas uma tragédia pessoal, mas também um reflexo de um problema social mais amplo, que é a violência contra a mulher. O feminicídio é um crime que afeta muitas famílias e comunidades, e a sociedade deve se mobilizar para combatê-lo.
Para mais informações sobre o tema, você pode visitar o site do governo, que aborda medidas e políticas de combate à violência de gênero. Além disso, para acompanhar mais notícias sobre o caso, acesse Em Foco Hoje.



