A semaglutida medicamentos está em destaque devido à recente queda da patente do Ozempic. Essa mudança abre espaço para novas opções no mercado brasileiro, que atualmente conta com oito pedidos de medicamentos à base dessa substância em análise pela Anvisa.
A corrida para lançar alternativas ao Ozempic e Wegovy reflete o interesse da indústria farmacêutica nacional. A expectativa é que pelo menos uma nova opção esteja disponível até junho.
Semaglutida Medicamentos em Análise
Atualmente, a Anvisa está avaliando um total de 17 pedidos relacionados a medicamentos que utilizam semaglutida. Desses, cinco já estão em análise, enquanto três estão em fase avançada, aguardando respostas a questionamentos feitos às empresas. Outros nove pedidos ainda estão na fila, esperando para serem avaliados.
As farmacêuticas EMS, Ávita Care e Cristália estão entre as que apresentam as versões mais avançadas. Elas estão passando por um processo chamado período de exigências, onde a Anvisa analisa os produtos e as evidências apresentadas, além de fazer questionamentos às empresas.
O Que Muda com a Queda da Patente
Com a queda da patente, surgem muitas perguntas sobre o impacto no mercado. Uma dúvida comum é se o Ozempic e o Wegovy deixarão de ser vendidos no Brasil. A resposta é não. A patente é uma proteção que garante exclusividade à empresa que desenvolveu o medicamento, neste caso, a Novo Nordisk, por um período de 20 anos.
Com o fim desse prazo, outras farmacêuticas podem produzir medicamentos com a mesma substância. Contudo, isso não altera a presença da Novo Nordisk no Brasil, que recentemente firmou uma parceria com a Eurofarma para a produção de dois novos medicamentos.
Perspectivas de Preço e Acesso
Uma questão relevante é se haverá versões genéricas desses medicamentos. No caso da semaglutida, a resposta é não, pois medicamentos biológicos não possuem versões genéricas. Isso se deve à complexidade de sua produção, que envolve sistemas vivos.
Quanto aos preços, a expectativa é que, com a abertura do mercado, haja uma tendência de redução. No entanto, essa mudança não será imediata, uma vez que ainda não há uma versão nacional aprovada. O cenário atual, sem genéricos disponíveis, limita a expectativa de uma queda significativa nos preços.
Canetas no SUS e Futuro do Acesso
Outro ponto importante é a inclusão das canetas de semaglutida no Sistema Único de Saúde (SUS). Até o momento, a proposta foi desaprovada devido ao custo elevado, estimado em cerca de R$ 8 bilhões por ano. O Ministério da Saúde está avaliando a situação, considerando que a queda da patente e a chegada de novos concorrentes podem facilitar o acesso no futuro.
Quando Cai a Patente da Tirzepatida?
A tirzepatida, princípio ativo do Mounjaro, possui uma situação diferente. Sua patente deve expirar apenas em 2036, segundo as estimativas atuais. Isso significa que, por um bom tempo, a Novo Nordisk manterá exclusividade sobre essa substância.
Impacto da Queda da Patente nos Preços
Embora o fim da exclusividade da Novo Nordisk não obrigue a redução dos preços, a concorrência deve pressionar a empresa a adotar novas estratégias. Recentemente, a farmacêutica já começou a ajustar seus preços, oferecendo a dose inicial de 0,25 mg do Wegovy gratuitamente em condições específicas de prescrição.
Além disso, o custo mensal do Rybelsus foi fixado em R$ 565 no e-commerce e R$ 615 em lojas físicas, na compra de duas caixas. Essas mudanças indicam que a concorrência pode trazer benefícios aos consumidores.
Por fim, a necessidade de receita para adquirir os medicamentos permanece. A regra de retenção da receita nas farmácias continua inalterada, mesmo após a queda da patente.
Para mais informações sobre medicamentos e regulamentações, você pode acessar a página da Anvisa. E para acompanhar as últimas novidades sobre saúde e bem-estar, visite Em Foco Hoje.



