A servidora encontrada desacordada na Delegacia-Geral de Teresina é o foco de uma investigação da Polícia Civil. O caso ocorreu em um dia que deveria ser comum, mas se transformou em um episódio de violência que chocou a comunidade local.
Servidora encontrada desacordada na Delegacia-Geral
No dia 19 de um mês recente, a servidora foi descoberta inconsciente e com sinais de sangramento nas dependências da Delegacia-Geral da Polícia Civil do Piauí. O horário da descoberta foi por volta das 13h, quando uma colega de trabalho retornou do intervalo para o almoço e se deparou com a situação alarmante. O prestador de serviços terceirizado, que estava presente no local, foi visto saindo de uma das salas no momento da descoberta.
Estado de saúde da servidora
Atualmente, a servidora se encontra internada em estado grave em uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI) de um hospital particular. Antes disso, ela passou três dias intubada em um hospital público. Sua família relata que ela apresenta episódios de agitação extrema e confusão mental, o que evidencia a gravidade do que ocorreu. A advogada da vítima, Nathália Freitas, destacou que a situação exige cautela na divulgação de informações, dada a seriedade do caso.
Motivos da suspeita de estupro
A Polícia Civil, sob a liderança do delegado-geral Luccy Keiko, está investigando o caso com seriedade. Provas e depoimentos coletados até agora indicam que a servidora pode ter sido vítima de um estupro. Uma perícia está em andamento pelo Instituto de Medicina Legal para confirmar se houve violência sexual. O delegado mencionou que as informações fornecidas pelo prestador de serviços foram contraditórias, levantando mais suspeitas sobre sua conduta.
Declarações do prestador de serviços
Em depoimentos à polícia, o prestador de serviços terceirizado inicialmente tentou transferir a culpa para a servidora, mas em um segundo momento admitiu ter tido relações sexuais com ela, alegando que foram consensuais. Essa mudança de narrativa levanta questões sobre a veracidade de suas declarações. A polícia apreendeu os celulares tanto da vítima quanto do suspeito para investigar possíveis comunicações entre eles.
Prisão do prestador de serviços
O prestador de serviços foi preso em flagrante e sua prisão foi convertida em preventiva durante a audiência de custódia. Ele está atualmente detido em uma penitenciária. O suspeito, que foi contratado em 2018, já tinha um histórico de investigações, incluindo um caso de linchamento ocorrido há cerca de dez anos. Ele foi designado para a Delegacia Geral há três meses, onde atuava em um setor diferente da servidora.
Próximos passos na investigação
A Polícia Civil aguarda os resultados dos exames realizados pelo IML para determinar se houve violência sexual e se a servidora foi dopada. O delegado Luccy Keiko informou que já foi solicitado o desligamento do prestador de serviços, mas a decisão ainda não foi formalizada pelo Governo do Piauí. As delegadas responsáveis pelo caso estão atentas a cada desdobramento, buscando justiça para a vítima.
Para mais informações sobre segurança e direitos das mulheres, você pode visitar o site do Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos. Além disso, acompanhe as atualizações sobre o caso em Em Foco Hoje.



