A síndrome de Stevens-Johnson é uma condição rara que pode ter consequências devastadoras. Recentemente, uma jovem de 26 anos, Andressiane Costa, vivenciou essa realidade ao perder 95% da visão devido a uma grave reação alérgica a um medicamento. Este caso ocorreu após uma viagem familiar, quando a jovem se dirigia de Piripiri para Teresina.
Após o incidente, Andressiane foi diagnosticada com a síndrome, que afeta de uma a seis pessoas a cada milhão anualmente. Essa condição é desencadeada por uma resposta do sistema imunológico a certos medicamentos. No caso dela, a alergia foi provocada por um anti-inflamatório utilizado para tratar um hematoma na perna.
Sintomas iniciais da síndrome de Stevens-Johnson
Os primeiros sinais da síndrome começaram a aparecer em dezembro, com coceiras leves pelo corpo. Andressiane, no entanto, confundiu esses sintomas com ansiedade, já que estava prestes a defender seu Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) e renovar seu contrato de trabalho. Essa confusão é comum, pois muitos não reconhecem os sinais de alerta que podem indicar uma condição mais séria.
Durante uma viagem para a casa de sua cunhada, os sintomas se agravaram. Ela acordou com o rosto inchado e bolhas, semelhantes a queimaduras. No retorno a Teresina, Andressiane começou a apresentar febre e desmaios, o que a levou a uma situação crítica.
Intervenção de emergência e hospitalização
Durante o trajeto, o veículo que a transportava quebrou. Em meio ao congestionamento, ela conseguiu solicitar ajuda a uma viatura da Polícia Rodoviária Federal (PRF), que a levou a um hospital em Campo Maior. A intervenção rápida foi crucial, pois, segundo Andressiane, sem essa assistência, ela poderia ter perdido a vida.
Após receber o diagnóstico da síndrome de Stevens-Johnson, a jovem enfrentou um longo período de recuperação. Ela ficou internada por 93 dias, enfrentando complicações severas que resultaram na perda de unhas e em queimaduras visíveis em seu corpo. Essa experiência foi um divisor de águas em sua vida, mudando completamente sua rotina.
Desafios pessoais e apoio comunitário
Com a saúde debilitada, Andressiane precisou trancar seu curso na Universidade Estadual do Piauí (Uespi). A situação foi difícil, especialmente porque ela sempre foi a responsável pelos cuidados de sua mãe idosa. Agora, a dinâmica familiar se inverteu, e ela passou a depender do cuidado da mãe.
Para custear o tratamento em Recife, onde ela deve realizar um transplante e um procedimento que utiliza colírios feitos a partir do próprio sangue, Andressiane iniciou uma campanha de arrecadação. Ela estima que precisará de pelo menos R$ 30 mil para cobrir despesas com medicamentos e a permanência na cidade.
Fortalecimento da fé e novos sonhos
Durante sua internação, Andressiane encontrou consolo na fé. Embora sempre tenha tido uma ligação com a igreja, essa conexão se fortaleceu enquanto estava na UTI. Ela relatou momentos em que não conseguia ouvir ou ver, mas sentiu a presença de mensagens de esperança. Em um dos momentos mais marcantes, ouviu que “teu Deus não é o da morte, é o da vida”, o que a motivou a lutar pela recuperação.
Além de desejar recuperar a visão, Andressiane sonha em trabalhar na Polícia Rodoviária Federal (PRF). Essa aspiração surgiu após assistir a uma série sobre o trabalho da corporação e se intensificou após receber apoio durante sua jornada de recuperação.
A luta de Andressiane Costa é um exemplo de resiliência e esperança. Sua história ressalta a importância de buscar ajuda em momentos de crise e a força que a fé pode proporcionar. A síndrome de Stevens-Johnson, apesar de rara, pode ter um impacto significativo na vida de quem a enfrenta. Para mais informações sobre essa síndrome, você pode acessar o site da Hospital das Clínicas.
Se você deseja ajudar Andressiane em sua jornada, pode entrar em contato pelo número 86 98821-2258. Sua contribuição pode fazer a diferença na vida dela.
Andressiane é um exemplo de superação e de como a solidariedade pode transformar vidas. A síndrome de Stevens-Johnson é uma realidade que deve ser conhecida e compreendida, e a história dela é um testemunho poderoso de luta e esperança.



