Superlotação hospitalar no Hospital da Restauração gera preocupações

A superlotação hospitalar no Hospital da Restauração em Recife tem gerado preocupações sobre as condições de atendimento aos pacientes.

A superlotação hospitalar no Hospital da Restauração, localizado no bairro do Derby, em Recife, é uma questão alarmante que vem sendo denunciada pelo Conselho Regional de Medicina de Pernambuco (Cremepe). A unidade, que está passando por obras, enfrenta sérios problemas estruturais e de atendimento, com pacientes sendo acomodados em corredores e acompanhantes dormindo em locais improvisados.

O Cremepe notificou a Secretaria Estadual de Saúde sobre a situação crítica do hospital. A fiscalização revelou que 72 pacientes entubados estavam sem leitos adequados em Unidade de Terapia Intensiva (UTI). A situação é ainda mais preocupante, pois, durante uma visita de 48 horas da TV Globo, os problemas se mostraram recorrentes.

Superlotação hospitalar e condições precárias

De acordo com relatos de acompanhantes, a falta de estrutura é evidente. Rosilene Maria Soares, que acompanha sua mãe, mencionou que a paciente está no corredor, ressaltando a qualidade do atendimento médico, mas criticando a falta de condições adequadas. Ela destacou que, além da superlotação, o local apresenta infiltrações e riscos à segurança.

Outra acompanhante, que preferiu não se identificar, relatou que a superlotação também afeta a organização dos pacientes em estado grave. A sala vermelha, destinada a esses pacientes, está tão lotada que uma terceira sala foi criada, complicando ainda mais a localização dos internados.

Impacto da superlotação no atendimento

Durante a fiscalização, foram registradas imagens de pacientes em macas nos corredores e acompanhantes dormindo em bancos. Sérgio Palma, representante do Cremepe, informou que a unidade chegou a operar com até três vezes a capacidade prevista, impactando diretamente na qualidade do atendimento.

Em uma ocasião, foi relatado que a ocupação do hospital chegou a 300%, com diversas salas operando com o dobro da capacidade normal. Essa situação se torna ainda mais crítica devido às reformas em andamento, que estão fechando salas principais e reduzindo a quantidade de leitos disponíveis.

Resposta do Hospital da Restauração

O diretor regional do Hospital da Restauração, Dr. Petrus Andrade Lima, afirmou que a unidade historicamente opera acima da capacidade. Ele destacou que, embora a emergência seja a mais procurada do estado, não há demora no atendimento, com um tempo médio de permanência de 1.4 dias.

Dr. Petrus também explicou que, apesar das limitações estruturais, todos os pacientes têm direito a acompanhantes. No entanto, a capacidade física do hospital não permite acomodar todos os acompanhantes em cadeiras, o que leva a situações de desconforto.

Medidas para enfrentar a superlotação

O hospital está implementando medidas para reduzir a superlotação, como a regulação de pacientes. Todos os que estão na emergência são listados para conseguir vagas em outras unidades hospitalares. Porém, cerca de 30% dos pacientes que conseguem vagas preferem permanecer no Hospital da Restauração, indicando a confiança na qualidade do atendimento.

O Cremepe aguarda uma resposta da Secretaria Estadual de Saúde sobre as ações que serão tomadas para melhorar a situação. A expectativa é que as reformas sejam realizadas sem comprometer a qualidade do atendimento, garantindo a segurança dos pacientes.

Para mais informações sobre saúde pública e hospitais, você pode acessar Em Foco Hoje. Além disso, para entender melhor sobre a superlotação em hospitais, é possível consultar o site da Organização Mundial da Saúde.

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Em Foco Hoje Redação
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