A produção de tacrolimo no SUS é um marco importante para a saúde pública brasileira. O Brasil agora conta com a fabricação totalmente nacional deste imunossupressor, essencial para evitar a rejeição de órgãos transplantados. Esta iniciativa, realizada pela Fiocruz em parceria com a farmacêutica Libbs, representa um avanço significativo na autonomia do país em relação à produção de medicamentos.
Tacrolimo no SUS e sua importância
O tacrolimo é um medicamento crucial para pacientes que passaram por transplantes de fígado, rim e coração. Ele atua inibindo a atividade do sistema imunológico, o que é vital para prevenir a rejeição de órgãos transplantados. Nos últimos dez anos, mais de 500 milhões de unidades desse medicamento foram fornecidas pelo SUS, destacando sua relevância no tratamento de pacientes transplantados.
Produção nacional do tacrolimo
A nova produção de tacrolimo no Brasil utiliza Insumo Farmacêutico Ativo (IFA) fabricado em território nacional. Isso garante um controle total sobre o ciclo produtivo, da matéria-prima ao produto final. O primeiro lote já foi produzido em Farmanguinhos/Fiocruz, totalizando mais de um milhão de unidades nas dosagens de 1 mg e 5 mg.
Impacto na dependência externa
Com a internalização da tecnologia, o Brasil busca reduzir a dependência de insumos importados. Essa mudança é um passo importante para aumentar a soberania nacional na produção de medicamentos. A parceria com a Libbs, que inclui a transferência de tecnologia da biofarmacêutica indiana Biocon, fortalece o Complexo Econômico e Industrial da Saúde (Ceis), essencial para a sustentabilidade do SUS.
Capacidade de produção e acessibilidade
A produção do tacrolimo ocorre em uma área dedicada dentro do Complexo Tecnológico de Medicamentos de Farmanguinhos, no Rio de Janeiro. Com capacidade para produzir até 130 milhões de unidades anualmente, essa iniciativa visa ampliar o acesso ao tratamento e garantir um fornecimento estável do medicamento para os pacientes que necessitam.
Parcerias e ampliação da oferta de medicamentos
A Fiocruz não se limita apenas ao tacrolimo. O instituto também colabora com outras farmacêuticas para a produção de imunossupressores, como o everolimo, que é fornecido desde 2024 para pacientes adultos que passaram por transplante renal ou hepático. Essas parcerias são fundamentais para o fortalecimento da oferta de medicamentos no Brasil.
O Brasil como referência em transplantes
Com a produção nacional do tacrolimo, o SUS se destaca ainda mais como um dos maiores sistemas públicos de transplante de órgãos do mundo. Essa capacidade não apenas melhora o acesso a medicamentos essenciais, mas também consolida a tecnologia e a indústria de saúde no país.
Para mais informações sobre a produção de medicamentos e a saúde pública no Brasil, você pode visitar Em Foco Hoje. Além disso, para entender mais sobre o processo de transplante e a importância dos imunossupressores, confira o site da Anvisa.


