A renúncia de Tião Bocalom à prefeitura de Rio Branco marca um novo capítulo em sua trajetória política. O prefeito, que pertence ao PSDB, comunicou oficialmente sua saída do cargo nesta quinta-feira, dia 26, com a intenção de concorrer ao governo do Acre nas eleições de 2026.
O anúncio foi feito através de uma carta enviada à Câmara de Vereadores, e a renúncia terá efeito a partir de 3 de abril. Com isso, o vice-prefeito Alysson Bestene, do Progressistas, assumirá a liderança do Executivo municipal.
Tião Bocalom renúncia e reflexões sobre a gestão
No documento apresentado ao Legislativo, Bocalom fez uma análise de sua administração e ressaltou que sua decisão foi fruto de uma profunda reflexão. Ele afirmou: “Esta decisão é fruto de muita reflexão e do entendimento de que tenho um dever a cumprir com o Estado do Acre”.
Durante seu mandato, o prefeito destacou avanços significativos em Rio Branco, como o fortalecimento da economia local e a ampliação de serviços públicos. Ele expressou confiança na continuidade da administração sob a liderança de Alysson Bestene.
Histórico político de Tião Bocalom
Tião Bocalom, que tem 72 anos, nasceu em Bela Vista do Paraíso, no Paraná. Sua carreira política inclui dois mandatos como prefeito de Acrelândia, de 1993 a 1996 e de 2001 a 2005. Em 2020, foi eleito pela primeira vez para a prefeitura de Rio Branco, derrotando a então prefeita Socorro Neri no segundo turno, com 62,93% dos votos válidos.
Em outubro de 2024, ele foi reeleito ainda no primeiro turno, obtendo 54,82% dos votos, tendo Alysson Bestene como seu vice. Recentemente, no dia 19, Bocalom deixou o PL e se filiou ao PSDB durante uma agenda em Brasília com Aécio Neves, presidente nacional da sigla.
Desafios enfrentados na gestão
A administração de Tião Bocalom não foi isenta de desafios. Um dos principais problemas enfrentados foi a crise no transporte coletivo de Rio Branco. Desde 2020, a Ricco Transportes e Turismo opera sob contratos emergenciais, e a situação não apresentou melhorias significativas até o momento.
Em março, um edital foi publicado para a licitação que escolherá a nova empresa responsável pelo transporte coletivo. A empresa atual relatou prejuízos significativos, que superaram R$ 8 milhões em 2025, atribuídos a altos custos operacionais e baixa demanda em algumas linhas.
Questões de infraestrutura e saneamento
Outro aspecto criticado durante a gestão foi a questão do saneamento básico. Dados do Instituto Trata Brasil indicam que Rio Branco é a capital que menos investe por habitante nesse setor, refletindo em baixos índices de acesso à coleta de esgoto.
Além disso, a cidade enfrenta problemas recorrentes no abastecimento de água. As Estações de Tratamento de Água (ETA I e ETA II) têm apresentado falhas desde março de 2024, o que resultou em crises de abastecimento que afetaram milhares de moradores.
O futuro político de Tião Bocalom
Com a renúncia, Tião Bocalom se prepara para um novo desafio político. A expectativa é que sua candidatura ao governo do Acre mobilize eleitores e traga novos debates para a política estadual. A decisão de deixar a prefeitura pode ser vista como uma estratégia para consolidar sua imagem e propostas para o futuro.
O cenário político no Acre está em constante evolução, e a participação de Bocalom nas próximas eleições será um fator importante a ser observado. Para mais informações sobre a política no Acre, você pode acessar este link.
Além disso, os cidadãos interessados em entender mais sobre o processo eleitoral e as regras podem consultar o site do Tribunal Superior Eleitoral.



