Por que o turismo nos EUA está em declínio entre os brasileiros

O turismo nos EUA vem enfrentando obstáculos significativos, levando muitos brasileiros a reconsiderar suas viagens ao país.

O turismo nos EUA tem enfrentado uma série de desafios que têm levado muitos brasileiros a repensar suas viagens ao país. A combinação de atrasos nos aeroportos e um aumento no sentimento antiamericano tem gerado preocupações entre os viajantes. Neste contexto, é importante entender os fatores que estão influenciando essa mudança de comportamento.

Desafios do turismo nos EUA

Recentemente, cidadãos brasileiros que desejam visitar os Estados Unidos têm encontrado dificuldades para obter o visto. Além disso, muitos viajantes relataram tempos de espera de até quatro horas em aeroportos americanos, o que representa os maiores atrasos em 24 anos de história da Administração de Segurança do Transporte dos Estados Unidos (TSA).

A situação se agravou devido a uma paralisação parcial do governo dos Estados Unidos, que começou em fevereiro e se tornou a mais longa da história. Com a falta de um orçamento aprovado, muitos fiscais da TSA deixaram de receber salários, resultando em uma significativa redução no número de funcionários disponíveis para atender os viajantes.

Impacto da paralisação governamental

Essa paralisação teve um impacto direto na experiência dos turistas, que se depararam com filas longas e atrasos. Embora uma ordem presidencial tenha sido assinada em março para restaurar os pagamentos dos funcionários da TSA, as consequências dessa crise ainda estão sendo sentidas. O timing não poderia ser pior, já que os Estados Unidos são um dos anfitriões da Copa do Mundo da FIFA.

Além disso, o país está celebrando marcos importantes, como o centenário da Rota 66 e os 250 anos de independência em 2026. Em um ano comum, esses eventos seriam motivos para comemorações no setor de turismo. No entanto, a percepção negativa e as políticas impopulares têm afetado a imagem do país.

Queda no turismo internacional

Os dados mostram que, em um período recente, o turismo nos Estados Unidos caiu 5,4%, enquanto o restante do mundo viu um crescimento de 4%. Essa diminuição é ainda mais acentuada entre os canadenses, com uma queda de 22% nas visitas ao país em comparação ao ano anterior. Essa redução é a maior registrada entre todos os mercados turísticos globalmente.

As longas filas e o aumento do sentimento antiamericano têm levado muitos turistas a reconsiderar seus planos de viagem. A presença de agentes do ICE (Serviço de Imigração e Alfândega dos EUA) nos aeroportos também não ajuda a melhorar a imagem do país. Esses agentes foram destacados para lidar com a falta de funcionários da TSA, mas sua presença tem gerado desconforto entre os viajantes.

Sentimento antiamericano e suas consequências

O sentimento antiamericano, exacerbado por algumas políticas do governo, tem contribuído para a retração dos turistas. Muitos viajantes internacionais relatam que se sentem menos bem-vindos nos Estados Unidos. Um exemplo é Johan Konst, que frequenta o país para negócios e agora se mostra mais seletivo em relação às suas viagens.

Ele observa que a percepção de que os Estados Unidos tratam a Europa como um oponente, em vez de um aliado, tem afetado sua disposição de viajar. A sensação de não ser bem-vindo, mesmo que não tenha recebido tratamento hostil, é um fator que pesa na decisão de viajar.

Reações de viajantes internacionais

Anita Shreider, uma profissional de marketing na Alemanha, também percebeu essa mudança. Apesar de ainda planejar uma viagem aos EUA, ela conhece pessoas que decidiram cancelar suas viagens por não concordarem com as ações do país em questões globais. Essa insatisfação não se refere a políticas específicas, mas a um desconforto geral com a situação.

Os operadores de turismo afirmam que muitos visitantes ficam surpresos ao chegar e perceber que, apesar das dificuldades esperadas, o sistema é navegável. Paul Whitten, fundador da Nashville Adventures, recomenda que os viajantes façam sua documentação com antecedência e planejem um tempo maior para suas viagens.

Preparação e direitos dos viajantes

O advogado de direitos civis Evan Oshan sugere que os viajantes tragam documentos que comprovem o propósito de suas visitas e que conheçam seus direitos ao entrar nos Estados Unidos. Embora a Patrulha de Fronteira e Alfândega dos EUA tenha ampla autoridade, os viajantes têm proteções constitucionais em solo americano.

A Associação de Viagens dos Estados Unidos reconhece a necessidade de alinhar a experiência dos viajantes com suas expectativas. Muitos aeroportos têm implementado processos mais rápidos para a alfândega, visando reduzir as filas.

O futuro do turismo nos EUA

As políticas podem mudar, mas a discrepância entre as garantias oficiais e a experiência dos viajantes ainda persiste. A TSA alerta que levará de quatro a seis meses para treinar novos funcionários, o que significa que a solução para a escassez de pessoal pode demorar a chegar.

Além disso, a situação geopolítica atual, incluindo a guerra entre os Estados Unidos e Israel e o Irã, tem aumentado a ansiedade e o custo das passagens aéreas. Apesar de tudo isso, muitos ainda amam os Estados Unidos e o povo americano, mas as políticas atuais têm feito com que reconsiderem a frequência de suas viagens.

Para mais informações sobre turismo e viagens, visite Em Foco Hoje. Para saber mais sobre a situação da imigração e segurança nos EUA, acesse o site da USCIS.

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Em Foco Hoje Redação
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